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- Movimento Tamoio dos Povos Originários recebe apoio da Rede Grumin de Mulheres Indígenas –

"Uma casa desocupada não é, efetivamente, uma casa" (Karl Marx)


Crianças Indígenas Pataxó e Guajajara brincam e aprendem em sua CASA, localizada à Rua Mata Machado, 126, Maracanã (RJ), Patrimônio dos Povos Indígenas Brasileiros e Centro de Apoio e de Difusão Cultural


No dia 16 de outubro de 2010, por ocasião do 12º Encontro de Contação de Histórias da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio – RJ, no Maracanã, o Instituto Tamoio dos Povos Originários – instalado no prédio, doado pelo Duque de Saxe para o estudo de domesticação de sementes (tecnologia indígena), onde abrigou a Escola Nacional de Agricultura (hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, com campus em Seropédica), que a partir de 1850 se apropriou, sem consulta prévia ou sequer “póstuma” de Técnicas, Saberes e Conhecimentos que constituem parte do Patrimônio Indígena; posteriormente, sediou a primeira sede do SPI (Serviço de Proteção ao Índio, embrião da atual Fundação Nacional do Índio), órgão federal de defesa dos Direitos e Interesses Indígenas e, em um período posterior, de 1953 a 1978, o primeiro “Museu do Índio”, criado por Darcy Ribeiro para preservação e promoção do Patrimônio Cultural dos Povos Originários Brasileiros, onde o pensador escreveu alguns de seus mais importantes livros, estando ocupado por indígenas desde 2003 – recebeu a visita e o apoio da Rede Grumin, por meio da conselheira e militante dos Direitos Humanos, Miryám Hess, à luta pela defesa do imóvel localizada na Rua Mata Machado, 126, no bairro do Maracanã, como Patrimônio Indígena e pela criação no local da primeira Universidade Indígena do Brasil - conciliando saberes ameríndios e o conhecimento eurocêntrico e promovendo educação diferenciada, saberes ancestrais e o ensino de História e Cultura Indígena (segundo os ditames da Lei nº 11.465/08, de março de 2008).

No dia seguinte, 17 de outubro, a Ocupação Indígena, localizada no Maracanã, recebeu a visita da fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas em pessoa, a escritora Eliane Potiguara, uma das elaboradoras da “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”, aprovada pela ONU em 2007 e constantemente violada pela administração criminosa dos senhores Luís Inácio Lula da Silva e Márcio Meira, assim como, uma das guerreiras mais atuantes nas garantias dos Direitos e Interesses Indígenas na Constituição Cidadã de 1988 (igualmente violada diuturnamente pelos senhores Meira e Lula), tendo sido a primeira mulher indígena a conseguir uma petição no 47º Congresso dos Índios Norte-Americanos, realizado com mais de 1500 Caciques e Lideranças Indígenas, no Novo México (EUA), em 1990, apresentada às Nações Unidas, para manifestar o seu apoio à luta do Cesac (Centro de Etnoconhecimento Socioambiental e Cultural Cauieré) e dos Movimentos Indígenas Tamoio e Revolucionário contra a insensibilidade governamental quanto à questão indígena – nas esferas Municipal, Estadual e Federal (mais interessadas em atender interesses pecuniários do que fazer cumprir a Constituição Federal, a lei 6.001 e os tratados internacionais aos quais o Brasil é signatário, entre os quais a Convenção 169 da OIT, a Convenção Sobre Diversidade Biológica, a Carta Universal Sobre Direitos Humanos e a própria Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas).

As mais de 20 etnias, organizadas no Movimento Tamoio dos Povos Originários, empreendem uma luta descomunal contra o avanço desenfreado das obras do PAC da Copa, realizadas no entorno, e a pressão desproporcional da Especulação Imobiliária, levada a cabo venalmente pelos poderes públicos, sobre os Patrimônios Históricos e Culturais da cidade e as populações mais desprotegidas do Rio de Janeiro (estando os indígenas e os moradores de rua em situação de maior exposição e vulnerabilidade), assim como, pelo reconhecimento do terreno e do prédio no Maracanã como Território Tradicional Indígena (configurado pelas práticas de ancestralidade e religiosidade) e Patrimônio Inalienável dos Povos Indígenas Brasileiros.

No local, onde, com apoio de parte da comunidade acadêmica, docente e discente, principalmente no campo das línguas nativas brasileiras, e de organizações e entidades indígenas nacionais e estrangeiras, funciona como centro de referência de estudos nativos desde 2006, com a criação do Movimento Tamoio (a presença de ocupação indígena no prédio, outrora abandonado, data de 2003), está sendo gestada a primeira Universidade Indígena do Brasil, com o apoio jurídico do advogado Arão da Providência Guajajara (membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, militante do Movimento Indígena Revolucionário, do Acampamento Indígena Revolucionário e presidente do Conselho Nacional de Direito Indígena), já tendo instaladas uma oca de cura e uma cozinha coletiva destinada à divulgação e o ensino da(s) culinária(s) nativas brasileiras e sendo ministrados, no interior do prédio, cursos de língua e cultura de Tronco Tupi, por professores indígenas orientados pelo acadêmico indígena Urutau Guajajara (pedagogo, com mestrado em antropologia lingüística em curso), além de um curso de saberes medicinais nativos.

O imóvel do Antigo Museu do Índio, localizado no centro histórico de Resistência Tupinambá e Tamoia contra a invasão portuguesa, não é defendido pelos resistentes do Movimento Tamoio apenas como pólo de convergência educacional multi-étnica, de preservação e difusão das culturas indígenas, mas também como espaço essencial para a sobrevivência dos indivíduos indígenas residentes ou em trânsito na cidade do Rio de Janeiro e entorno, assim como de seus familiares, pois representantes dos Povos Originários são constantemente impedidos de vender seus artesanatos nos pontos turísticos da cidade por conta da Postura Municipal, o que fere o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73), a Constituição de 1988, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), além de atentar covardemente contra a sustentabilidade mínima de indígenas brasileiros no RJ, em especial, dos ocupantes do Antigo Museu do Índio, Defensores de Direitos Humanos e de Patrimônios Étnicos e Culturais, violando, assim, os seus direitos fundamentais (O Rio de Janeiro, por meio de sucessivos gestores, coloca a legislação municipal e, principalmente, os dólares/euros dos turistas acima da Constituição Federal e dos Direitos Humanos).

A Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio tem sido, ainda, fundamental para o resgate e a reinserção social dos indígenas em situação de risco no Estado e na cidade do Rio de Janeiro, ABANDONADOS À PRÓPRIA SORTE PELA FUNAI e vivendo nas ruas, não tendo a diferenciação étnica e cultural nem a legislação específica reconhecidas pelo Estado nem pelo Município (ambos aliados às políticas etnocidas e genocidas do Governo Luís Inácio Lula da Silva).

A Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio do Maracanã (RJ), por meio do Instituto Tamoio dos Povos Originários, de amigos, apoiadores e aliados, oferece abrigo e apoio aos parentes indígenas excluídos pela política genocida do doutor Márcio Meira (que, nunca tendo visitado o prédio no Maracanã, dispensou licitação, por meio do assessor Levinho, para alugar – sabe-se lá qual a finalidade - por 127 mil reais uma casa bem próxima à sede oficial do atual Museu do Índio do RJ, no número 88 da Rua das Palmeiras, em Botafogo), assim como, quando se faz necessário, o Movimento Tamoio, por meio de amigos, colaboradores e entidades aliadas, tais como o CESAC, articula o retorno dos indígenas em situação de risco às comunidades e aldeias de origem, promovendo o reencontro com as respectivas famílias e etnias – tendo, portanto, uma função social relevante no Município e no Estado do Rio de Janeiro.

No próprio dia 16, às 8 horas da manhã, a liderança Carlos Pankararu, fundador do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), colocou o tijolo fundamental para construção de uma casa no terreno da Rua Mata Machado, 126, que está levantando sozinho, com as próprias mãos, um gesto político de Declaração de Posse do Patrimônio Indígena com o apoio da esposa, a liderança Lúcia Munduruku, dos militantes do Movimento Tamoio e do Movimento Indígena Revolucionário, da Rede Grumin de Mulheres Indígenas, do AIM (American Indian Movement), do Centro de Etnoconhecimento Socioambiental e Cultural Cauieré (CESAC), do Instituto Americano de Culturas Indígenas do Brasil (IACIB), da Central Única de Índios e Aldeias (CUIA), da Associação Pankararu Fonte da Serra, da FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto) e do Fórum dos Educadores, entre outras organizações e associações de base, com assessoria jurídica do presidente do Conselho Nacional de Direito Indígena (CNDI), Arão da Providência Guajajara.

O apoio da Rede Grumin de Mulheres Indígenas, manifesto por meio da valorosa presença de Eliane Potiguara e Miryám Hess, ambas há décadas lutando incansavelmente pelos direitos das minorias, em especial, pela garantias dos Direitos Indígenas, e por meio de NOTA OFICIAL (ler abaixo) é fundamental para o reconhecimento pelo Estado Brasileiro do terreno e do prédio localizados na Rua Mata Machado, 126, no Maracanã, como Território Indígena e Patrimônio dos Povos Originários Brasileiros, não sendo, portanto, passível de venda, locação ou qualquer tipo de negociação pecuniária e não estando disponível para satisfazer aos interesses imediatos do chamado PAC da COPA.


- NOTA DA REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS -

A Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas esteve presente no 12º Encontro de Contação de Histórias da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio, representada pela conselheira do GRUMIN Miryám Hess e, no dia seguinte, pela manhã, a escritora Eliane Potiguara dialogou com lideranças: Guarapirá Pataxó, Apurinã, Luciana Kaigang, Lucia Munduruku, Carlos Pankararu. Temos acompanhado com carinho as decisões e atividades políticas do Movimento Tamoio que vimos nascer, encabeçado pelo Urutau
Guajajara e o advogado indígena Arão da Providência Guajajara, que foram muito corajosos diante do sistema e de um governo estadual insensível à restauração do antigo Museu do Índio. A Universidade Indígena que muitos não acreditavam ser possível pode tornar-se realidade diante da combatividade das lideranças indígenas que resistem desde 2006 até hoje no importante Movimento Tamoio. O GRUMIN parabeniza e se solidariza com este Movimento.

ELIANE POTIGUARA



Eliane Potiguara, defensora dos Direitos e Interesses Indígenas na Constituição de 1988 e co-elaboradora da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU.
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Carta da liderança Álvaro Tukano


A resistência indígena diante do Congresso Nacional (Foto por Bruno Costa)

Álvaro Tukano, veterano do Movimento Indígena Brasileiro, junto com Ailton Krenak e Marcos Terena, militante histórico do Partido dos Trabalhadores (Setorial dos Movimentos Populares) e apoiador incondicional do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), destila aqui a sua decepção com a política indigenista do Governo Lula, que “corrompe os membros do CNPI” para viabilizar as obras do PAC, criminaliza e reprime violentamente os Movimentos Sociais, em especial o Movimento Indígena Revolucionário (sem poupar crianças, mulheres, idosos e gestantes), promove um holocausto ambiental e humano em nome do “Desenvolvimento” e elege o Capital em detrimento da vida humana e da biodiversidade.

Importante crítica, por ter saído de um quadro do PT que não rompeu com os princípios éticos que nortearam a criação do Partido, um dos bravos guerreiros que lutaram pelas garantias dos Direitos e Interesses Indígenas na Constituição de 1988, a carta de Álvaro ainda critica a Associação Brasileira de Antropologia de omissão diante do trágico quadro em que se encontram as etnias nativas brasileiras.
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Foram 47.651.434 votos para companheira Dilma Rousseff.


Sou ÍNDIO TUKANO, PETISTA, eleitor de BSB, Setorial dos Movimentos
Populares do PT Nacional. Fomos traídos por Pres da FUNAI que, é,
também, Pres Comissão Nacional de Política Indigenista - CNPI. Ele
impôs reestruturação da Funai, sem consentimento das lideranças
tradicionais. Ele nunca compareceu no Congresso Nacional quando foi
convocado para dar explicações sobre os crimes que acontecem no MS e
no resto país. Ele só trouxe "amigos" oportunistas, entre "ASPAS",
sonhadores, amigos dos amigos para Brindar os Cargos de Confiança....
São todos de BELÉM, o que nunca foi aceito pelos petistas índios e
simpatizantes.


Esse presidente da Funai, sem dúvida, defende a presença da FORÇA
NACIONAL que continua até hoje na porta da FUNAI. Eu e outros fomos
barrados para entrar na Funai, só éramos contrários à reestruturação e
ideológicos puros para defender os interesses reais de nossos povos.


Enquanto isso, infelizmente, toda a fronteira do Brasil continua
VAZIA, SEM FORÇA NACIONAL para combater as ARMAS PESADas dos
TRAFICANES DE DROGAS.


Os Chefes de Postos Indígenas NAS ÁREAS, apesar de receber os salários em dia.


O Presidente da Funai, sem dúvida, corrompe os membros da CNPI que
fizeram a roda de discussão fechada nos Hotèis de 5 Estrelas, Diárias
e outras mordomias para defender os interesses pessoais do Presidente
da FUNAI que, juntamente, com o Coordenador das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira - COIAB ( anterior ) venderam os direitos
coletivos das Nações Insdígenas.


Violaram os Direitos Nacionais e Internacionais das Nações Indígenas,
mandaram construir a Usima Hidrelétrica da Belo Monte para grandes
empresas privadas de sempre para matar ÍNDIOS e Florestas. Os índios
do Mato Grosso não têm terra, água e vida. Os índios estão morrendo!
Os índios do Xingú vão morrer em nome do DESENVOLMIMENTO PREDATÓRIO em
todos os sentidos.


Ecologistas, índios e brancos, todos defensores da vida não acreditam
na FUNAI e nos políticos que apóiam o atual pres Funai.


Por que o Pres LULA não atendeu as reivindicações das nações indígenas
que defendem a vida das florestas e dos rios?


Em São Gabriel da Cachoeira, AM, os índios presentes no Hotel de
Trânsito do Exército não pediram para salvar apenas algumas línguas
indígenas - 20 - que custavam mais de 2.5 milhões de reais para os
pesquisadores ligados ao atual pres Funai.


Hoje, os Pontos de Culturas Indígens - 75 no Brasil, não podem ser
tratados com propriedades privadas do Sr. Levinho, Diretor do Nacional
do Índio do Rio Janeiro, que vê os índios com objetos de pesquisa.


Digo isso com muita diganidade, que não somos gorilas, pernilongos, os
bichinhos de estimação...


Nesse governo os direitos indígenas foram roubados. Até o Dr Paulo
Panakararú, hoje, dirigindo a Ouvidoria, infelizmente, não está
fazendo nada para defender os indios do MS e outros que são
perseguidos pela Polícia Federal. Agora, ele gosta de viajar na ONU.
Ninguém sabem o que ele diz por la...


Para atual pres Funai só valem os índios que são meramente
informantes para os pesquisadores. Assim, NÃO DÁ!


Por causa da reestruturação autoritária por parte do atual pres Funai,
sim, houve o derramento de sangue entre índios na porta da Funai, em
janeiro do corrente. Mais de 700 índios fizeram protesto contra a
reestruração forçada da Funai.


Essa incoerência indígenista por parte do Márcio Meira, sim, só trouxe
desgaste política para o Partido dos Trabalhadores que, nas eleições
passadas, 95% dos eleitores indígenas votaram no LULA. Se atual
Governo fosse capar de salvar a ecologia deveria trocar o atual pres
Funai que só deu desgaste político no movimento indígena.


A Associação Brasileira de Antropologia, sim, deveria rever a ÉTICA
PROFISSIONAL à Questão Indígena. Quem está está no Governo LULA é
Márcio que fica enganando todo tempo.


Quem está errado é o Ministério da Justiça que mandou derrubar dois
árvores que davam sombra aos índios descontentes com a reestruturação.
Em plena Esplanada dos Ministérios os índios enfrentaram mais de mil
soldados montados em cavalos, carros, Polícia Civil e Militar, a PF.
O Dr. Paulo Pankararú não defenderu absolutamente os parentes que
deitavam no chão e que passavam todo tipo de humilhação,
discriminação, fome e violência.


Então, meus caros companheiros, a DILMA e nós temos que ver tudo
isso. Fora Márcio Meira!


Álvaro Tukano.
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Dia dos Indios- marcha na Funai


Queremos um Índio no Poder da Funai. .................. ................




Video: Assista a Declaração das Lideranças indígenas no dia internacional do Índio, depois da marcha do Acampamento AIR sob a funai.
Os índios se revoltam depois da atitude covarde do Presidente da funai, de se esconder nos corredores do escritório da Funai, para não receber os representantes do AIR.
A liderança Alvaro TUKANO, dos povos TUKANO do Alto Rio Negro, Amazônia, faz uma declaração de repúdio ao atual presidente Marcio Meira e apoia o movimento AIR, pedindo um índio na presidência da FUNAI...

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Dia Internacional dos Povos Indígenas – 9 de agosto de 2010
6 de agosto de 2010 • Artigos e Mensagens
Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas
As populações indígenas do mundo preservaram uma vasta quantidade da história cultural da humanidade. Povos indígenas falam a maioria das línguas mundiais, e herdaram e passaram adiante um rico conhecimento, formas artísticas e tradições religiosas e culturais. Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas, reafirmamos nosso comprometimento com o seu bem-estar.
A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, adotada pela Assembleia Geral em 2007, estabelece uma referência para governos usarem a fim de fortalecerem relações com povos indígenas e protegerem seus direitos humanos. Desde então, vimos mais governos trabalhando para reparar injustiças econômicas e sociais, através de legislação e por outros meios, e assuntos relacionados às populações indígenas tornaram-se mais proeminentes na agenda internacional do que nunca.
Mas temos que fazer ainda mais. Povos indígenas sofrem com o racismo, saúde precária e pobreza desproporcional. Em muitas sociedades, suas línguas, religiões e tradições culturais são estigmatizadas e rejeitadas. O primeiro relatório da ONU sobre o Estado dos Povos Indígenas do Mundo, de janeiro de 2010, apresentou estatísticas alarmantes. Em alguns países, povos indígenas estão 600 vezes mais vulneráveis à tuberculose em relação ao resto da população. Em outros, a expectativa de vida de uma criança indígena é 20 anos menor do que seus compatriotas não-indígenas.
O tema do Dia Internacional dos Povos Indígenas deste ano é cineastas indígenas, que nos abrem janelas para suas comunidades, culturas e história. Seus trabalhos nos conectam a sistemas de fé e filosofias; capturam tanto a rotina diária quanto o espírito das comunidades indígenas. Enquanto comemoramos essas contribuições, convoco os governos e a sociedade civil a cumprirem suas promessas de avançar a situação das populações indígenas em todo o mundo.
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Os 15 Pontos do AIR


OS 15 PONTOS
Informativo do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR)
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Os 15 Pontos do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR)

O Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), alvo de contínuas ações policiais e para-policiais a serviço do GDF e do Governo Federal, instalado há sete meses defronte ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios, contra o Decreto Presidencial 7056/09 e exigindo a exoneração imediata de Márcio Meira da Presidência da Funai e de toda a sua cúpula, apresentou, desde o começo, a sua pauta de reivindicações - conhecida como “Os 11 Pontos do AIR” - ao Povo Brasileiro, à imprensa nacional e estrangeira e aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário Nacionais.

Mesmo acreditando que a luta do Movimento Indígena Revolucionário levará inexoravelmente à derrubada do Tirano Márcio Meira e de toda a sua cúpula da Presidência da Funai e à revogação do Decreto Presidencial 7056/09, as lideranças Indígenas Revolucionárias, pautadas pelo Bom Senso, sempre souberam ser tarefa quase impossível destituir a Casa Civil e o Ministério da Justiça de um Presidente de República que conta com mais de 80% de aprovação popular (hoje com 77%, segundo a imprensa).

Porém, os acontecimentos das últimas semanas, somado aos pleitos nascidos das discussões do Congresso Indígena Permanente, sediado no Acampamento Indígena Revolucionário, Esplanada dos Ministérios, obrigaram a adoção de mais quatro pontos na pauta do AIR, sendo eles: A) a exoneração imediata do representante do CIMI (Conselho Indígena Missionário) no Gabinete Pessoal da Presidência da República, Paulo Maldus, e a exoneração imediata do Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, de todo o seu Gabinete e de todos os seus assessores diretos, incluindo a destituição do chefe da Segurança do Ministério da Justiça; B) a criação urgente de uma Comissão, nomeada pelo CNDI (Conselho Nacional de Política Indigenista), para monitorar e fiscalizar a gestão dos fundos da PPTAL (Projeto Integrado da Proteção às Populações Indígenas da Amazônia Legal), cerca de 22 milhões de dólares hoje sob a responsabilidade da atual gestão da Funai; C) a criação de um Colegiado Eleitoral Indígena - somando a população de todos os indígenas adultos, aldeados e urbanos, do Brasil - para Eleição Direta para a Presidência da Fundação Nacional do Índio, sendo que o Presidente da Funai terá mandato de três anos e Total Independência do Ministério da Justiça e da Casa Civil da República; D) a extinção imediata do Projeto DOBES, que privatiza, sem consulta prévia, o acesso às matrizes - registros - das Línguas Indígenas Brasileiras, com o Estado Nacional entregando à iniciativa privada estrangeira o mais precioso Patrimônio Imaterial dos Povos Indígenas Brasileiros - a Língua - e cometendo, assim, Crime de Lesa-Humanidade.


AS 15 REIVINDICAÇÕES DO ACAMPAMENTO INDÍGENA REVOLUCIONÁRIO (AIR)

1): Revogação do Decreto Presidencial 7056/09, publicado em 28 de dezembro de 2009, “privatizando” a Funai e extinguindo Postos Indígenas, Administrações Regionais do órgão e direitos adquiridos - violando, ainda, a Constituição Brasileira, o Estatuto do Índio, os Direitos Humanos e as convenções internacionais às quais o Brasil é signatário.

A Revogação desse Decreto se dá em função da ausência de ampla publicidade que deveria antecedê-lo e a grave ofensa a inúmeros interesses indígenas identificados após a sua edição, contrariando a imposição constitucional exposta nos artigos 231 e 232 e na Resolução 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário), que determinam ser imposição do Governo a proteção de tais interesses;

2) Exoneração imediata do Presidente da Funai e do CNPI, Márcio Meira, e de toda a sua cúpula.

A Exoneração do senhor Márcio Meira – e de seus assessores direitos – da Fundação Nacional do Índio (Funai), se dá em função às repetidas violações à Constituição Brasileira, às convenções internacionais às quais o Brasil é signatário e aos Direitos Humanos, documentadas exaustivamente pelo AIR e à disposição dos interessados, não havendo condições para que o senhor Márcio Meira e sua equipe trabalhem mais com Povos Indígenas ou em qualquer órgão onde sejam manejados Direitos Humanos;

3)Instauração imediata de processos criminais, administrativos e
éticos, com a participação dos indígenas do AIR e observadores
indígenas internacionais, OIT, OEA, ONU e MERCOSUL para apurar atos
criminais e violações a Interesses Indígenas e Direitos
Internacionalmente Protegidos dos seguintes servidores: o
representante do CIMI (Conselho Indígena Missionário) no Gabinete
Pessoal da Presidência da República, Paulo Maldus; dos assessores do
Ministro de Estado da Justiça; do Presidente; vice-presidente e demais
assessores da FUNAI, por terem articulado e comandado pessoalmente os
crimes cometidos contra os indígenas que protestam, pacificamente, em
frente ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios,
Brasília, DF, comprovados por meio de documentação audiovisual e
impressa do AIR; exoneração imediata do Ministro da Justiça, Luiz
Paulo Barreto, de todo o seu Gabinete e de todos os seus assessores
diretos, incluindo o chefe da Segurança do Ministério da Justiça, bem
como, todos os conselheiros de políticas indígenas que aprovaram,
direta ou indiretamente, as medidas violadoras dos Direitos e dos
Interesses Indígenas;

4) Autonomia Indígena na gestão do Patrimônio, Direitos e Interesses, criando o CNDI (Conselho Nacional de Direito Indígena, objeto da Sug nº 02/2010, de iniciativa da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados), que aprovará os nomes que irão, por meio de Eleição Indígena Direta, presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai), e demais órgãos de gestão dos direitos relacionados à Saúde, Educação, Sustentabilidade, Cultura e Meio Ambiente;

5) A criação de um Colegiado Eleitoral Indígena - somando a população de todos os indígenas aldeados e urbanos do Brasil, incluindo os que ainda não possuem a dita “carteira de índio”, expedida pela Funai - para Eleição Direta para a Presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), sendo que o Presidente da República Federativa do Brasil não terá mais poderes para nomear ou indicar o nome para a presidência do órgão nem interferir nas diretrizes do Presidente da Fundação Nacional do Índio eleito democraticamente pelos Povos Indígenas Brasileiros, tendo a Presidência da Funai mandato de três anos e completa autonomia do Ministério da Justiça e da Casa Civil da República;

6) Realizar Concurso Público, respeitando o Bilingüismo e a Diferenciação Cultural e Étnica, para regularizar a situação funcional dos Agentes de Saúde e dos Professores Indígenas;

7) Criar mecanismos de centralização, unificação e controle da verba federal destinada ao seguimento social indígena de modo a interferir no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano);

8) Reconhecer aos indígenas a condição de consultores ambientais e Defensores de Direitos Sociais, Culturais e Religiosos para efeito de gestão sustentável dos Parques e Áreas de Proteção Ambiental e prioridade na participação nos projetos destinados a essa finalidade;

9) Implementação imediata das Resoluções das Conferências de Saúde, Educação, Meio Ambiente e Direitos Humanos relacionadas ao seguimento social indígena;

10) As políticas públicas indígenas respeitarão aos princípios jurídicos relacionados à Diferenciação Cultural, ao Bilingüismo, à Indisponibilidade, à Imprescritibilidade e a Inalienabilidade dos Direitos Indígenas;

11) Extinção imediata do Projeto DOBES, que privatiza o acesso às Línguas Indígenas Brasileiras, com o Estado Nacional criando obstáculos para a ampla divulgação e estudo da língua e do conhecimento dos Povos Originários e entregando à iniciativa privada estrangeira o mais precioso Patrimônio Imaterial dos Povos Indígenas Brasileiros, o Idioma; devolução imediata da propriedade intelectual das Línguas Nativas Brasileiras (matrizes) àqueles que detêm a sua posse, os falantes (pelo Concurso Público Diferenciado e Bilíngue como forma efetiva de fortalecimento das Línguas Indígenas Brasileiras);

12) Respeito às Terras Indígenas (T.I.s), impedindo a interferência dos organismos de Estado, em especial às forças policiais e militares;

13) Criação urgente de uma Comissão Indígena, nomeada pelo CNDI (Conselho Nacional de Política Indigenista), para monitorar e fiscalizar a gestão dos fundos da PPTAL (Projeto Integrado da Proteção às Populações Indígenas da Amazônia Legal), cerca de 22 milhões de dólares hoje em mãos de Márcio Meira e Ongs parceiras;

14) Criação do Fundo Social Indígena, sob a administração direta do CNDI (Conselho Nacional de Direito Indígena);

15) Regularização da mineração em Terras Indígenas, sob domínio e controle dos Povos Originários Brasileiros.


“Dinheiro é lixo!”
Mário Juruna (Herói da Resistência Indígena)

www.acampamentorevolucionarioindigena.blogspot.com
acampamentoindigena@gmail.com
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Cacique Raoni Metuktire vem ao AIR prestar seu apoio





Dois dias após a operação policial de sábado, dia 10 de julho de 2010 (Dia da Infâmia), o cacique Raoni Metuktire, grande liderança Kayapó, acompanhado de Eliseu Juruna e Arapuru Trumai, veio prestar seu apoio aos indígenas reunidos contra o Decreto 7.056/09 e a gestão criminosa de Márcio Meira.

Na ocasião, foi discutida a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e o desmantelamento da Funai com o Decreto 7.056/09. As lideranças indígenas também discutiram a necessidade da saída imediata do atual presidente da Funai, Márcio Meira.

Sobre as inúmeras medidas governamentais que violam flagrantemente a Convenção 169 e o Estatuto do Índio, Carlos Pankararu, líder do AIR, desabafou: "Estão decidindo o nosso destino sem nos consultar!"
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Espaço Mané Garrincha . Monção de apoio ao Acampamento Indígena AIR-


Espaço Mané Garrincha SP, Moção de apoio ao AIR- Acampamento Indígena Revolucionário.
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Nós do Espaço Mané Garrincha, local dedicado a análise, discussão de
conjunturas, atividades práticas e culturais, políticas e sociais; envoltos e tomados
por uma grande indignação frente à forte repressão estabelecida atualmente pelas
autoridades ditas "democráticas" contra os movimentos de transformação social
e aqui em especial aos movimentos dos povos indígenas; solidarizamo-nos e
manifestamos total apoio aos companheiros que corajosamente e historicamente lutam
pela manutenção de sua cultura, reconquista de suas terras e condições dignas de
sobrevivência, como também nos posicionamos contrariamente ao contínuo preconceito
dos quais são vítimas os que estão lutando no Acampamento Indígena Revolucionário-
AIR.
Sabemos da forte intenção por parte de grupos com interesses econômicos em
justificar e criminalizar a luta dos companheiros acampados e da conivência das ditas
instituições públicas brasileiras, como a Polícia Federal e principalmente a FUNAI (que
para piorar corre o risco de ser privatizada!); e expressamos nossa fervorosa revolta
com a presente situação que visa favorecer o agronegócio, os latifundiários, ou seja,
o arrogante e indigesto anseio capitalista que, se em Brasília reprime o ARI, em suas
terras, como na reserva Xingu, destrói o meio ambiente e faz florescer o progresso da
morte, através da Hidrelétrica Belo Monte.
Desejamos que mais forças possam se somar nessa luta e que a identidade das
comunidades indígenas, mediante a justiça social exigida a partir da autoorganização
popular e inscrita na nossa História venha ser preservada.
Força aos companheiros acampados em luta contra um inimigo que nos é
comum, os donos do poder!
Espaço Cultural Mané Garrincha
espacogarrincha.blogspot.com
São Paulo, 30 de julho de 2010.
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Carta do Megaron para a Imprensa


A FUNAI acusa o AIR de estar isolado. Por isso, publicamos essa carta de Megaron, liderança kaiapó, para que todos saibam que quem está isolado é o atual presidente da FUNAI, Márcio Meira: ......... ......... .......

CARTA DO MEGARON PARA A IMPRENSA
Comunicado

Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio xingu. Enquanto Luiz Inacio Lula da Silva insistir de construir a barragem de Belo Monte nós vamos continuar aqui. Nós ficamos com raiva de ouvir Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!! Agora Nos indios e o povo que votamos em Lula estamos sabendo quem essa pessoa. Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim, o que nós queremos é a não construção da barragem de Belo Monte. Aqui nós não temos armas para enfrentar a força, se Lula fizer isso ele quer acabar com nós como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito. Estamos diante de um Governo que cada dia que passa se demonstram contra nós indios. Lula tem demonstrado ser inmingo número um dos indios e Marcio Meira o atual Presidente da Funai tem demostrado a ser segunda pessoa no Brasil contra os indios, pois, a Funai não tem tratado mais assuntos indigenas, não demarcação de terra indigena mais, não tem fiscalização de terra indigena mais, não tem aviventação em terra indigena. Os nossos líderes indigenas são empedido de entrarem dentro do predio da funai em Brasilia pela força nacional. O que esta acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste pais estamos sendo esquecidos pelo Governo de Lula que quer a nossa destruição, é esta aconclusão que chegamos.

Lider indigena Megaron Txukarramãe

Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010

Carta para empressa
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Assista o video "Direito a Manifestação" do AIR




Video O Direito a Manifestação...
No video se encontra vários tipos de manifestações dos povos indígenas. O direito a manifestação não é apenas cultural e religioso, mas também político. Os direitos indígenas, como o direito de manifestar a sua própria cultura e a sua política, têm sido ignorados pelo atual governo. A FUNAI é acusada de ser um órgão ineficaz na proteção dos direitos indígenas. O acampamento do AIR, na frente do Congresso Nacional, vem protestando há sete meses para terem seus direitos básicos atendidos, ademais da revogação do Decreto 7.056/09 e a substituição do atual presidente da FUNAI para um INDÍGENA na presidência. No YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=NnNjVlTgNgI
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Organização Popular Aymberê apoia AIR

Moção de apoio ao Acampamento Revolucionário Indígena

Os companheiros e as companheiras que compõem a OPA – Organização Popular
Aymberê, reunidos em plenária no dia 25/07/10, discutiram e decidiram
expressar seu apoio e sua solidariedade à luta ora desenvolvida a partir
do Acampamento Revolucionário Indígena, que se ergue em Brasília há mais
de seis meses, somando-se à defesa de suas legítimas reivindicações.
Por outro lado, vêm manifestar seu mais alto repúdio à repressão praticada
contra nossos irmãos e irmãs indígenas, como aquela desencadeada, com o
requinte das maiores crueldades, pelas forças policiais do Distrito
Federal, em 10 de julho último, em meio à qual foram usadas todas as
piores formas de agressão física e verbal, contra mulheres, idosos e
crianças.
Essa brutalidade é apenas mais uma prova de que, quando se espera alguma
complacência do Estado e dos governantes para com os oprimidos e, em
particular, para com os que nestas terras viviam antes mesmo da existência
deste mesmo Estado, as respostas são sempre as mais execráveis possíveis:
a demagogia, a manipulação e, finalmente, a violência inaudita que vem
vitimando as comunidades originárias de nosso País, desde há mais de meio
milênio, e que parece não ter fim.
Acreditamos, por outro lado, que esses verdadeiros crimes que aqui, como
em outros países, são praticados contra a humanidade devem ser amplamente
denunciados, com o julgamento dos responsáveis, mas, mais do que isso,
poderão ser finalmente estancados com a solidariedade e o apoio mútuo de
todos os movimentos efetivamente comprometidos com os direitos humanos,
de todas as organizações e de todas as pessoas de bem que, como nós, lutam
contra as injustiças e em busca de uma sociedade melhor e sem quaisquer
formas de opressão.

Saudações fraternas e revolucionárias,

São Paulo, 25 de julho de 2010

Organização Popular Aymberê
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FASP e APROPUC declaram seu apoio ao AIR

FASP e APROPUC Apóiam Acampamento Indígena Revolucionário (AIR)


A Associação dos Professores da PUC-SP – APROPUC – e a Federação
Anarquista de São Paulo - FASP – manifestaram essa semana a
solidariedade e o Apoio ao Acampamento Indígena Revolucionário,
organização indígena em luta contra o Decreto 7056/09, pela exoneração
de Márcio Meira e toda a sua cúpula e pela criação do CNDI, Conselho
Nacional de Direito Indígena – entre os 11 pontos irrevogáveis, As 11
Reivindicações do Acampamento Indígena Revolucionário, disponíveis na
internet (ver: http://acampamentorevolucionarioindigena.blogspot.com/2010/06/as-11-reivindicacoes-do-acampamento.html).

Nessa rede de solidariedade e apoio contamos com o Movimento Fora
Arruda e Toda a Máfia, o CESAC, o PSOL, o Partido da Causa Operária
(PCO), a Organização Popular Aymberê, o Tribunal Popular: o Estado
Brasileiro no Banco dos Réus, o IACIB, o Movimento Xingu Vivo Para
Sempre, o American Indian Movement (AIM), a Central Única de Favelas,
o Movimento Sem-Teto do Norte (MSTN) e a União de Moradia Popular,
entre outras organizações e entidades – além do apoio de Caciques e
Lideranças como Raoni Metuktire, Marcos Terena, Jeremias Xavante,
Humberto Xavante, Davi Terena, Eliesio Marubo, Oscar Mendeta
(representante do Governo Indígena da Bolívia) e Vernon Foster Lakota
(representando o AIM).

Abaixo as manifestações de solidariedade da Associação dos Professores
da PUC-SP (APROPUC) e da Federação Anarquista de São Paulo (FASP):


SOLIDARIEDADE AO ACAMPAMENTO INDÍGENA REVOLUCIONÁRIO (AIR)

São Paulo, 22 de julho de 2010

A Associação dos Professores da PUC-SP – APROPUC – vem manifestar
solidariedade as famílias do Acampamento Indígena Revolucionário que
ocorre neste momento na Explanada dos Ministérios em Brasília. Cerca
de 150 representantes de várias etnias brasileiras exigem audiência
com representantes do Governo Federal, a revogação do Decreto 7056/09,
a e exoneração do presidente da Funai, Márcio Meira, e de toda a sua
cúpula, autonomia indígena na gestão do patrimônio, direitos e
interesses, concurso público com garantia de bilinguismo e a cultura
dos agentes e professores, criação de mecanismos de controle das
verbas federais pelas próprias comunidades, entre outros pontos. No
entanto, a resposta que receberam do Governo Federal tem sido o
descaso e a violência. No dia 10 de julho, sem mandado judicial, a
Policia Militar do Distrito Federal agiu com violência contra a
comunidade acampada no protesto pacifico. As barracas montadas foram
destruídas, os pertences foram confiscados e vários manifestantes
ficaram feridos, inclusive mulheres e crianças. Se já não bastasse os
mais de cinco séculos de genocídio ao povo natural das terras
brasileiras, temos agora a demonstração da falta de respeito que as
autoridades do governo brasileiro tem com as comunidades indígenas.
Trata-se de mais um exemplo de criminalização dos movimentos sociais
demonstrado pelo Estado Brasileiro. A APROPUC apoia a luta das
famílias que estão no Acampamento Indígena Revolucionário e repudiamos
a covardia com a qual eles vem sendo tratados pelas autoridades
brasileiras, somando-se na denuncia contra o descaso e a prepotência
que o Governo Federal vem tratando os indígenas em nosso país. A luta
pelos direitos das famílias acampadas deve ser encarada como sendo de
todos os movimentos sociais brasileiros.

Diretoria da APROPUC






Todo apoio ao Acampamento Revolucionário Indígena!

Manifestamos todo o nosso apoio a todos e todas indígenas que permanecem
em luta em Brasília, no Acampamento Revolucionário Indígena.

A luta popular é, para nós, a única forma de nosso povo organizar-se para
as conquistas e entendemos que é isso o que os indígenas vêm demonstrando
em sua manifestação. Ainda que reprimidos pelo Estado, e passando por
imensas dificuldades, resistem em mais uma luta por uma pauta que julgamos
justa.

Entendemos que uma transformação mais ampla só pode ser feita com a
aliança entre os mais diversos setores oprimidos de nossa sociedade.
Portanto, por nossa solidariedade de classe, apoiamos o Acampamento
Revolucionário Indígena e fazemos votos de que sua luta seja seguida de
conquistas.

Todo apoio da Federação Anarquista de São Paulo aos povos indígenas em
luta em Brasília!

Federação Anarquista de São Paulo (FASP)

www.anarquismosp.org
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Solidariedade ao Acampamento Indígena



A todas as famílias do acampamento indígena

Manifestamos nossa solidariedade e acreditamos que a luta por direitos é a unica capaz de transformar de fato a realidade da sociedade brasileira.

Acreditamos que a resistência de todas as famílias e lançamos nosso desagravo à covardia dos representantes do Estado, que deveriam receber os/as manifestantes com a dignidade que merecem.

Lutar por direitos não pode ser visto como um "crime" e recebido pelas forças policiais, que age com violência contra um povo pobre e sofrido que só exige o que lhe é de direito, o que está contemplado na Constituição Federal.

Todos/as os/as membros/as e equipe da ACAT-Brasil (Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura) manifestam sua solidariedade ao acampamento.

Abraços Fraternos
Gorete Marques
Coordenadora Geral

--
AÇÃO DOS CRISTÃOS PARA A ABOLIÇÃO DA TORTURA
Pça. Clóvis Bevilácqua, 351, sala 701
010 18-001 – São Paulo – SP
Tel/fax (00.55.11) 3101-6084 E.mail acatbrasilinternational@gmail.com
www.acatbrasil.org.br
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Possível Ação Policial Marcada Para As Próximas Horas Contra O AIR

Possível Ação Policial Marcada Para As Próximas Horas Contra O AIR
POSSÍVEL AÇÃO DE TERRORISMO DE ESTADO CONTRA AIR (ACAMPAMENTO INDÍGENA
REVOLUCIONÁRIO) NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS DURANTE A MADRUGADA DE
HOJE – 23 DE JULHO DE 2010 - PARA AMANHÃ – 24 DE JULHO - OU NAS
PRIMEIRAS HORAS DA MANHÃ DESSE SÁBADO.

Convocamos jornalistas, advogados, estudantes, sindicalistas,
simpatizantes, apoiadores, militantes e membros da AIR (Acampamento
Indígena Revolucionário) para estarem alerta de hoje, sexta-feira, dia
23 de julho de 2010, até a manhã de amanhã, sábado, dia 24 de julho,
contra uma possível Ação de Terrorismo de Estado, patrocinada pela
Funai, Ministério de Justiça, Polícia Federal, e Secretaria de
Segurança do DF, a serviço do Gabinete Pessoal da Presidência da
República, contra o Acampamento Indígena Revolucionário, manifestação
pacífica instalada na Esplanada dos Ministérios, defronte ao chamado
Palácio da Justiça, lutando para derrubar o decreto 7056/09, que
“privatiza” a Funai, exigindo a exoneração de Márcio Meira, presidente
do órgão e do CNPI (Conselho Nacional de Política Indigenista), e o
fim do mesmo conselho – cuja função primordial hoje é encenar uma
farsa institucional, fazendo crer que os Povos Indígenas são
representados no Brasil
- junto ao Governo Federal - e consultados sobre as obras de interesse
governamental.

Apesar do Ministério Público Federal dar parecer favorável ao
Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), declarando a ilegalidade de
qualquer ação policial – federal ou distrital – contra o Acampamento,
instalado na Esplanada dos Ministérios, o ânimo dos representantes do
Gabinete do Ministro da Justiça, da Funai e do GDF parece ser o de
aniquilar o AIR a qualquer custo, custe o que custar.

Indígenas que testemunharam o líder Carlos Pankararu, brandindo –
inutilmente - para o BOPE a liminar da Juíza da 6ª Vara, que garantia
a permanência do Acampamento Indígena Revolucionário na Esplanada dos
Ministérios, na Operação Terrorista do dia 10 de julho de 2010, se
sentem desamparados pela lei.

Os representantes do Ministério da Justiça e da Funai fazem crer que a
força da intimidação violenta, da brutalidade, da chantagem e da
coação são mais legítimas do que os princípios constitucionais,
condicionando – diante do Ministério Público, na reunião do dia 21 de
julho de 2010 - a entrega dos pertences furtados dos indígenas pela
polícia do GDF, durante a operação policial do dia 10 de julho de
2010, ao retorno dos manifestantes do AIR às suas aldeias, a aceitarem
ir para o hotel (“o golpe do hotel’, especialidade da Funai para
neutralizar protestos) ou a simples retirada do ar da Carta Aberta da
AIR Sobre Suposto Pedido de Propina – documento considerado pelo
Gabinete do Ministro da Justiça “muito agressivo” e “violento demais”
(como se coagir famílias indígenas com um cerco formado por mais de mil
policiais para fazê-los desistir de um protesto pacífico não fosse um
ato violento,
como se arrastar uma mãe de família indígena pelas pernas, sob
insultos e chutes, não fosse ato agressivo e violento; como se jogar
desnecessariamente spray de pimenta em uma criança indígena de 12 anos
não fosse um ato covarde, gratuito, agressivo e violento; como se
fazer – com a intimidação brutal e o spray de pimenta - uma mulher
indígena abortar não fosse algo estúpido, covarde, cruel e violento;
como se algemar e prender pessoas sem acusação alguma não fosse ato
agressivo, covarde, cruel e violento, como se mandar para o hospital
crianças indígenas de 2 e 4 anos por intoxicação provocada pelo mesmo
spray de pimenta não apenas fosse uma agressão estúpida, gratuita,
cruel, violenta e covarde, mas também uma violação a TODOS os limites
de Humanidade, de Legalidade, de Direito – em toda e qualquer
legislação do Mundo, não se resumindo a uma ação etnocida e covarde).

Os pertences foram furtados dos indígenas – cobertores, remédios,
dinheiros, documentos, material de trabalho e etc., retirados à força,
sem o devido auto de apreensão circunstanciado – na operação policial
do dia 10 de julho; após muita chantagem por parte do Ministério da
Justiça e Funai, condicionando a devolução (sem sucesso), foram
devolvidos mais de uma semana depois, sem a presença de representante
do Governo do DF ou da União para organizar a devolução e garantir a
conferência dos pertences, faltando inúmeros itens – entre os quais,
certidões de nascimento, cordões de ouro, celulares, artesanato,
dinheiro e até mesmo a cópia máster de um documentário de
longa-metragem inédito.

O Governo do Distrito Federal, instruído pelo Ministério da Justiça,
Funai e Polícia Federal, há mais de uma semana fecha o cerco contra o
Acampamento Indígena Revolucionário, intimidando os indígenas com
viaturas da PM e rondas do Choque Montado (Cavalaria), dificultando a
entrada de comida e cobertores, impedindo a construção de barracas e a
entrada de banheiros químicos – além de sonegar por vários dias a
devolução de medicamentos, documentos, dinheiro e roupas.

A Máquina do Estado, aparelhada até a medula pelo governo Lula com a
escória do CIMI, do ISA, do CTI e demais organizações, está
sendo regida por gente mesquinha, cruel e covarde – sem compromisso
algum com os Direitos Humanos ou com a Verdade. A histeria gerada na
presidência da
Funai e nos Gabinetes do Ministro da Justiça e no Gabinete da
Presidência da República pela “Carta Aberta AIR Sobre Suposto Pedido
de Propina” – e a concordância da Secretaria de Segurança do Governo
Distrital em fazer da repressão policial violenta a política
indigenista oficial - faz crer que uma represália contra o Acampamento
Indígena Revolucionário pode estar sendo engendrada pelo Palácio da
Justiça e o Buriti.

Diante desse quadro, serão utilizados outros dois blogs – cujo links
serão repassados posteriormente – para que apoiadores, militantes e
líderes do Acampamento Indígena Revolucionário possam publicar textos
mais incisivos, passando a ser assinados pelos autores, evitando assim
represálias contra crianças, mulheres, gestantes, idosos e guerreiros
probos do AIR – que não podem pagar pela alergia aguda e a histeria
homicida que acometem nossas autoridades federais quando confrontadas
com a verdade nua, com a crueza dos fatos.

A percepção de lideranças indígenas e não indígenas é que, no caso em
quadro, o Ministério da Justiça – quando acuado – ladra, passando para
o Governo do Distrito Federal a função de morder – deixando, assim, as
mãos da atual gestão federal, que quer se perpetuar com a possível
eleição de Dilma Roussef, limpas do sangue de
indígenas (ledo engano).

O Governador Rogério Rosso, que na terça-feira, dia 20 de julho,
mandou as orças de Segurança fazer a “retirada pacífica” de uma
ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Brazlândia,
disse que não irá tolerar “invasões de áreas públicas”.

Hoje, dia 23 de julho, em nota que parece plantada no Jornal de Brasília, um
jornalista “amigo do poder” (que, ameaçado de ação judicial por violar
o Estatuto do Índio, zombando de crenças e tradições indígenas, além
de dar FALSO TESTEMUNHO, calou-se), parece ter retomado sua “coragem”,
demonstrando uma crença inabalável na impunidade (dando falso
testemunho sobre o AIR e escarnecendo de homens e mulheres indígenas
que enfrentam o frio, a fome e a intimidação policial para lutar pelos
seus Direitos Primordiais), chamando o Acampamento Indígena
Revolucionário (AIR) de “farra indígena”.

O mote para a nota que exala preconceito étnico e religioso, além do
falso testemunho, no Jornal de Brasília é a informação de que Rogério
Rosso, Governador, considera o Acampamento Indígena Revolucionário “a
pior invasão
dentre todas”. O Governo do DF demonstra, quando sabe perfeitamente
que o Acampamento Indígena Revolucionário é uma MANIFESTAÇÃO PACÍFICA
E NÃO UMA INVASÃO, a sua mais pura e voluntariosa MÁ-FÉ.

A articulação Federal e Distrital, policial e para-policial, institucional e
para-institucional e o cerco midiático para aniquilar o Acampamento
Indígena Revolucionário faz crer que os algozes dos Direitos Indígenas
vão atropelar qualquer procedimento legal – como já fizeram
anteriormente – para fazer cumprir com seus objetivos.

Por isso e por outros motivos, integrantes do AIR crêem que haverá uma
nova operação policial, provavelmente na madrugada de hoje ou pela
manhã de sábado (amanhã).

A disposição dos representantes da Funai, CNPI, Ministério da Justiça,
Gabinete da Presidência da República e do Governo do Distrito Federal
em atropelar a legislação vigente faz com que os indígenas temam que a
Articulação Estatal Terrorista desconsidere as palavras dos
Procuradores e Procuradoras Federais e tentem dar um golpe de
misericórdia na resistência indígena que – tendo suas barracas
destruídas e os pertences pessoais subtraídos pelas Forças do Estado
no dia 10 de julho de 2010, quando foram inclusive confiscados fogões,
panelas, comida e banheiros químicos - hoje dorme sob o relento na
Esplanada dos Ministérios.


Segundo lideranças indígenas que estiveram na reunião do dia 21,
quando AIR, Ministério da Justiça, Funai, Secretaria de Segurança do
DF e Ministério Público discutiram sobre a devolução dos pertences dos
indígenas – furtados por conta da operação policial SEM MANDADO
JUDICIAL do dia 10 de julho de 2010, articulada pela Polícia Federal
que contava, além dos atiradores de elite do alto dos prédios, com
forças do BOPE, PM do DF,
ROTAM, Polícia Civil (5ª DP), Batalhão de Choque e Choque Montado
(Cavalaria), que DESTRUIU câmeras e fitas (PROVAS JUDICIAIS) e montou
barreira no Eixo Monumental de Brasília, impedindo o cidadão do DF de
exercer o direito a ir e vir, para que não houvessem testemunhas da
BARBÁRIE - a disposição dos representantes do Gabinete do Ministro da
Justiça, Luiz Paulo Barreto (homem que no dia 08 de abril de 2010
assinou portaria dando à Força Nacional autorização para “uso de força
letal” contra indígenas) é a de aniquilar o Acampamento Indígena Revolucionário.

Lideranças indígenas informam que, durante a reunião do dia 21 de
julho, cuja página da Funai não informou estar presente o Major
Medeiros, representando o GDF (para o Buriti, assim como para o
Planalto, questão indígena é “caso de polícia”), a Chefe de Gabinete
do Ministro da Justiça, Gláucia Elaine de Paula (mandante de três
ações policiais irregulares contra o AIR – já deu falso testemunho em
ofício para criminalizar o Movimento Indígena Revolucionário), ameaçou
colocar as forças policiais novamente contra os indígenas que hoje
dormem ao relento na Esplanada dos Ministérios, resistindo às
privações e ao cerco policial para derrubar o Decreto Criminoso
7056/09 e o covarde Márcio Meira, dizendo textualmente: “haverá nova
operação e vocês vão sair!”.

A senhora Ana Patrícia, do gabinete pessoal do Ministro da Justiça,
dizendo desafiadoramente para os indígenas “vamos ver quem vai
ganhar!” (diante da Procuradora Federal), escarneceu ainda mais do
sofrimento dos indígenas quando afirmou aos Guajajara que o “único
representante legítimo dos Guajajara, o único que o Ministério (da
Justiça) reconhece é o sr. José Arão Marizê Lopes” – o que pode ser
considerado um ato de zombaria cruel e de cinismo institucional.

Os Guajajara, representados no AIR com lideranças e caciques de mais
de 27 aldeias lutando contra a ditadura imposta por esse membro da
criminosa CNPI, já protocolaram o pedido de destituição de José Arão
Marizê na Funai, com centenas de assinaturas, em 23 de abril de 2010;
a Polícia Federal tem em mãos, protocolada, a denúncia levada pelo AIR
do desvio de cerca de 15 milhões de reais da verba da Saúde Indígena,
feito por José Arão Marizê por meio da Associação de Saúde das
Sociedades Indígenas do Grajaú – recurso com o qual supostamente
Marizê se elegeu vereador desse Município no Maranhão.

Os Guajajara há meses estão instalados em Brasília pedindo a
destituição imediata de Arão Marizê, o fim do CNPI, a anulação do
Decreto 7056/09 e a exoneração de Márcio Meira.

O cinismo do Gabinete do Ministro da Justiça, quando afirma que “Arão
Marizê é o único representante legítimo dos Guajajara”, torna-se mais
monstruoso, atingindo níveis de crueldade inimagináveis, quando se
sabe – e o Ministério da Justiça é bem assessorado pelos Serviços de
Informação e Inteligência – que estão acampados na AIR, defronte ao
Ministério da Justiça, o filho e a viúva do Cacique Damiãozinho
Guajajara, assassinado a 15 de julho de 2005, na Aldeia Kamihaw, em
Grajaú (MA), lutando a Injustiça e a Covardia - morto supostamente a
mando de Arão Marizê.

A Polícia Federal cumpriria sua função constitucional se estivesse
investigando os crimes supostamente protagonizados por integrantes do
CNPI, organização criminosa presidida por Márcio Meira, ao invés de
coordenar ações brutais contra os homens e mulheres indígenas que os
denunciam.

O Ministério da Justiça abraça o banditismo e o Terrorismo de Estado,
fazendo sua opção preferencial pela ilegalidade; o Acampamento
Indígena Revolucionário – formado por homens probos que trouxeram suas
famílias para lutar em Brasília contra a extinção dos Direitos
Indígenas a golpe de caneta e o Etnocídio de Estado - só exige que se
cumpra a Constituição Federal no tocante à questão indígena.

Hoje, às 20 horas, um policial veio perguntar se “o pessoal não vai
sair também” (um grupo saiu ontem e outro hoje, para repor baterias),
aumentou o número de viaturas no estacionamento do Ministério da
Justiça e, segundo observadores, aumentou o número de cavalos do
Choque Montado (Cavalaria da PM) na Esplanada. Há um clima de
apreensão.

Pelos motivos expostos, peço a todos apoiadores, simpatizantes,
militantes e membros do Acampamento Indígena Revolucionário que se
mantenham em vigília contra a Articulação Estatal e Para-Estatal que
quer aniquilar com o AIR.

Contamos com o apoio e a resistência de todos, indígenas ou não.

Muito Obrigado,
Iperawa Pajé
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PSOL declara seu apoio ao AIR

PSOL apoia luta e reivindicações indígenas
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No comecinho da manhã do último sábado, dia 10, por volta das 5h, quando não havia quase ninguém na Esplanada dos Ministérios, os cerca de 100 indígenas que estavam acampados há mais de seis meses no local foram retirados à força, sob gritos de "acorda, bando de vagabundo".

O acampamento, que teve início em janeiro deste ano, é uma manifestação para pedir revogação do Decreto Presidencial 7.056/09, que extingue 40 administrações regionais e 337 polos indígenas, além de substituir antigos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ao todo, 15 administrações serão fechadas ou restruturadas em diversos estados do país. Os índios pedem ainda a destituição do cargo do presidente da Funai, Márcio Meira.

A operação de retirada contou com a participação de cerca de mil policiais militares e soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope). De acordo com relatos de índios, eles chegaram ao local jogando spray de pimenta em qualquer pessoa que contrariasse a ordem de sair do gramado, e não pouparam nem mesmo as crianças que estavam dormindo. A ação foi arbitrária, sem ordem de despejo e com resultados desastroso: seis pessoas, entre elas duas crianças, precisaram ser hospitalizadas. Uma jovem de 18 anos teve uma crise nervosa e foi encaminhada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAM), junto a uma mulher de 27 anos, grávida de cinco meses, com dores na barriga. De acordo com o relato de um militante indígena, a gestante teria perdido o bebê por conta da pressão da ofensiva.

Outros quatro foram presos e alegam terem sido agredidos pelas forças policiais, entre eles dois índios, um assessor dos indígenas e um francês. O assessor informou que teve sua câmera, juntamente com a fita e uma bolsa com cadernos contendo telefones e mais de três meses de trabalho, retida durante a operação. Segundo ele, as imagens da fita mostravam os cachorros do Bope e da Polícia Federal monitorando o acampamento durante a madrugada, do teto do Palácio da Justiça, antes do amanhecer. Segundo informações da assessoria do Ministério da Justiça, o pedido de retirada teria partido do Governo do Distrito Federal (GDF).

O PSOL se solidariza com a luta e apoia integralmente a ação dos indígenas. Apresenta ainda as seguintes diretrizes gerais e tarefas, que serão assumidas por todas as candidaturas majoritárias e proporcionais lançadas pelo partido:

- Apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas, quilombolas e os territórios de matriz africana; combate ao racismo ambiental.
- Apoio aos povos indígenas, ribeirinhos e das populações tradicionais, contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
- Defesa da soberania nacional, fim da privatização das florestas, revogação da MP 458, que legaliza a grilagem no campo; desmatamento zero.
- Pela revitalização e contra a transposição das águas do Rio São Francisco; contra obras que inviabilizam a permanência das comunidades tradicionais da região; defesa da revitalização e implantação de projetos para combater os efeitos da seca.
- Fim da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza; anistia a todos os militantes e dirigentes dos movimentos perseguidos com mandatos de prisão, condenações e processo judiciais.
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A FUNAI acusa a própria FUNAI e o Ministério da Justiça!!!



A FUNAI acusa os Índios do Acampamento de se deixar corromper pela própria FUNAI e pelo Ministério da JUSTIÇA durante negociações no Ministério da JUSTIÇA.VEJA O VIDEO AQUI -----**************
***** "A Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou, na tarde de ontem, um documento assinado por indígenas que pedem R$ 440 mil para saírem do acampamento montado na Esplanada dos Ministérios. O papel, escrito à mão, detalha os gastos com viagens de Pernambuco e do Maranhão para Brasília, alimentação e diárias de hotel. Os manifestantes do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR)(1), no entanto, alegam que o documento foi elaborado por índios que deixaram a Esplanada em 12 de junho após negociação com a Funai..." Correio Braziliense- Luiz Calcagno
Publicação: 16/07/2010 08:38 "----
Denúncia de crime de corrupção contra o presidente da FUNAI...
Tentativa de Corrupção de movimento social por administradores públicos usando as estruturas e dinheiro públicos, bem como tentativa de calúnia contra os representantes do movimento A.I.R. Carlos Pankararu, disse que o documento não passa de uma tentativa do governo federal de desarticular o movimento. Se o documento existe foi a pedido da FUNAI ou do Ministério da Justiça.*******
FUNAI e governo não sabem o que fazer para esconder e justificar a intervenção militar, sem mandato judicial, contra o acampamento de refugiados da política de extermínio do governo LULA e Dilma Rousseff. *********

O A.I.R foi que primeiro denunciou esta tentativa de manipulação.... com vídeo do jogo Sujo e o texto do 15 de Junho 2010---

Acampamento Indigena Revolucionario denuncia o jogo sujo do governo para dividir o movimento Indígena, resistindo contra o decreto do presidente LULA golpeando a FUNAI (fundação de proteção nacional dos indigenas do Brasil).
Várias lideranças Indígenas de diversas etnias estão acampados na frente do congresso nacional desde janeiro2010 para revogar o decreto 7.056/09, denunciado como anticonstitucional pelos Indios, e este video evidencia a manobra do governo que tenta manipular o movimento numa negociação que envolve ameaças, demagogia e tentativa de aliciamento.
blog do A.I.R.


http://www.youtube.com/watch?v=gvDsofe2H6w
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Posicionamento do Tribunal Popular sobre o Acampamento Revolucionário Indígena

Posicionamento do Tribunal Popular sobre o Acampamento Revolucionário Indígena
http://www.tribunalpopular.org/

Estivemos em distintas datas em visita ao Acampamento Revolucionário Indígena e constatamos o que se segue: existe total legitimidade das lideranças presentes no ARI para a defesa da pauta apresentada, a qual reproduzimos abaixo. Não foram encontradas vinculações político-partidárias, sendo totalmente improcedente a afirmação que o ARI tivesse qualquer ligação com DEM, PSDB ou qualquer outro partido de situação e/ou oposição. Além das legitimas reivindicações indígenas, trazemos uma matéria que descreve como SEM ORDEM JUDICIAL o Estado Genocida Brasileiro usou de toda sua costumeira covardia contra mulheres, crianças, idosos indígenas e não indígenas. Para finalizar a nossa posição ratificamos e reiteramos o doloroso depoimento do líder indígena Marcos Terena.

O Tribunal Popular:o Estado Brasileiro no Banco dos Réus reitera sua irrestrita solidariedade ao Acampamento Revolucionário Indígena que segue existindo apesar da barbárie EXTRA JUDICIAL que nesta madrugada de sábado destruiu/apreendeu todas as barracas e pertences das pessoas acampadas, além de torturar física e psicológicamente e efetuar 4 prisões políticas de 2 indígenas e dois aliados.
AS 11 REIVINDICAÇÕES DO ACAMPAMENTO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA (AIR)

1 – Revogação do Decreto 7056/09. e exoneração imediata do Presidente da Funai, Márcio Meira, e de toda a sua cúpula. A revogação deste Decreto se dá em função da ausência de ampla publicidade que deveria antecedê-lo e ofensa a inúmeros interesses indígenas identificados após sua edição contrariando a imposição constitucional exposta nos artigos 231 e 232 e na Resolução 169 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário – e que determinam ser atribuição do Governo a proteção de tais interesses.

2 – Exoneração imediata do Presidente da Funai e do CNPI, Márcio Meira, e de toda a sua cúpula. A exoneração do senhor Márcio Meira – e de seus assessores diretos –
da Fundação Nacional do Índio (Funai) se dá em função às repetidas violações à Constituição Brasileira, às convenções internacionais das quais o Brasil é signatário e aos Direitos Humanos, documentadas exaustivamente pela AIR e à disposição dos interessados, não havendo condições para que o senhor Meira e sua equipe trabalhem com Povos Indígenas ou em qualquer órgão onde sejam manejados Direitos Humanos.

3 – Autonomia indígena na gestão do patrimônio, direitos e interesses, criando o CNDI – Conselho Nacional de Direitos Indígenas, objeto da Sug, n 02/2010 de iniciativa da CDH do Senado Federal e CDH da Câmara dos Deputados – escolhendo um dos indígenas indicados por este Conselho para presidir a FUNAI e demais órgãos de gestão dos direitos relacionados à saúde, educação, sustentabilidade, cultura e meio ambiente;

4 – Realizar concurso público respeitando o bilingüismo, a diferenciação cultural e étnica para regularizar a situação funcional dos Agentes de Saúde e Professores Indígenas.

5 – Criar mecanismos de centralização, unificação e controle da verba federal destinada ao segmento social indígena de modo a interferir no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano);

6 - Reconhecer aos indígenas a condição de consultores ambientais e defensores de direitos sociais, culturais e religiosos para efeito de gestão sustentável dos parques e áreas de proteção ambiental e prioridade na participação nos projetos destinados a esta finalidade;

7 – Implementação das Resoluções das Conferências de Saúde, Educação, Meio Ambiente e Direitos Humanos relacionadas ao segmento social indígena;

8 – As políticas públicas indígenas respeitarão aos princípios jurídicos relacionados à diferenciação cultural, bilingüismo, indisponibilidade, inalienabilidade e imprescritibilidade dos direitos indígenas;

9 - Respeito às Terras Indígenas – Tis - impedindo a interferência dos organismos de Estado, em especial às forças policiais e militares;

10 – Criação do Fundo Social Indígena sob a administração da CNDI (Conselho Nacional de Direitos Indígenas);

11 – Regularização da mineração em Terras Indígenas sob o controle e domínio dos Povos Originários Brasileiros.



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Indígenas acampados na Esplanada dos Ministérios são retirados à força por policiais

Ana Elisa Santana
Naira Trindade

Publicação: 10/07/2010 09:14 Atualização: 10/07/2010 10:44

Aos gritos de "acorda, bando de vagabundo", os cerca de 100 índios que estavam acampados na Esplanada dos Ministérios há mais de seis meses foram retirados à força na manhã deste sábado (10/7).

A operação de retirada começou por volta das 5h, com a participação de cerca de mil policiais militares e soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope). De acordo com os índios, eles chegaram ao local jogando spray de pimenta em qualquer pessoa que contrariasse a ordem de sair do gramado, e não pouparam nem mesmo crianças. Todas as barracas foram destruídas.

Os policiais não apresentaram aos índios uma ordem de despejo. De acordo com a assessoria do Minsitério da Justiça, o pedido de retirada teria saído do Governo do Distrito Federal (GDF).

Quatro pessoas precisaram ser hospitalizadas. Duas crianças, uma de 2 e outra de 6 anos, foram levadas ao Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Uma jovem de 18 anos teve uma crise nervosa e foi encaminhada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAM), junto a uma mulher de 27 anos, grávida de cinco meses, com dores na barriga. Há suspeita de que a gestante tenha perdido o bebê.

Outros quatro foram presos, entre eles dois índios, um homem que seria assessor dos indígenas, e um estrangeiro, que foi encaminhado à Polícia Federal.

Por volta das 9h10, os indígenas faziam uma "dança do luto" em frente ao Congresso Nacional.

Reivindicação

O acampamento, que começou em janeiro, é uma manifestação para pedir revogação do Decreto Presidencial 7.056/09, que extingue 40 administrações regionais e 337 polos indígenas, além de substituir antigos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ao todo, 15 administrações serão fechadas ou reestruturadas em diversos estados do país. Os índios pedem ainda a destituição do cargo do presidente da Funai, Márcio Meira.


Data:
Sat, 10 Jul 2010 12:30:14 -0300
De:
"M. Marcos Terena"
Para:
Literatura Indígena , Povos da Floresta , Coracao Indígena , Culturas Populares
Assunto:
Literatura Indígena Tropa de Elite Expulsa Indigenas no DF
Remetente:


Amanhecemos com a notícia de que os poucos indígenas que estavam acampados na Esplanada dos Ministérios foram violentamente retirados do local pela Tropa de Elite da PM-DF.

Prá que serve uma Tropa de Elite?

Prá que serve uma Secretaria do Governo dos Direitos Humanos?

Nós Indígenas e aqueles que lutam pelos direitos humanos devem acordar para o cerco policial com justificativas legais, sobre o movimento indigena e seus direitos individual ou coletivo.

Noutros tempos a ABI (Barbosa Lima Sobrinho), CNBB (Dom Luciano) e OAB (Sepúlveda Pertence) já estariam em ação e se manifestando contra esse tipo de violação que usa como se fosse algo normal, pimenta, gás, balas de borracha contra homens, mulheres e crianças. FUNAI? Onde estava a FUNAI nessas horas?

POVOS INDÍGENAS:"Caminhamos em direção ao futuro nos rastros de nossos antepassados".

É hora de rompermos esse amedrontador silêncio e m nome da democracia. Nós Povos Indígenas nunca fizemos parte disso a não ser como vítimas, mas agora nesse ano eleitoral VAMOS PRATICAR ESSA MENSAGEM NASCIDA NA DEFESA DAS NOSSAS TERRAS E DO MEIO AMBIENTE DURANTE A RIO 92, COM CORAGEM,CONSCIÊNCIA E NOSSO VOTO.

M. MARCOS TERENA
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Apoio do Tribunal Popular ao Acampamento Indígena Revolucionário

"O Tribunal Popular: o Estado Brasileiro no Banco dos Réus vem a
público manifestar irrestrita solidariedade ao Acampamento Indígena
Revolucionário, em face da necessidade do Movimento Indígena revogar o
Decreto Presidencial 7.056/09, que extingue 40 administrações
regionais, 337 polos indígenas e substitui antigos servidores da
Fundação Nacional do Índio (Funai), ou seja, ao todo 15 administrações
serão
fechadas ou reestruturadas em diversos estados do País. Entre elas, a
da Paraíba e a do Recife.

O Tribunal Popular: o Estado Brasileiro no Banco dos Réus atua,
presentemente, na edificação do Tribunal Popular da Terra, assim,
reconhece que a Lei de Terras (1850) dividiu o País entre a elite
escravocrata de então, de modo que os Povos Originários, bem como a
diáspora africana nesta época ainda escrava se mantivessem até os
dias atuais socilmente excluída.

Sendo o PAC I e PAC II expressão do poder político e econômico dos descendentes desta elite escravocrata,
geram lucros econômicos para a elite e grande exclusão social e
degradação dos ecossistemas, motivo pelo qual o Tribunal Popular segue
repudiando,
veementemente, o RACISMO INSTITUCIONAL com o qual os Povos Originários
são
tratados pelo Governo Brasileiro, bem como a imposição
inconstitucional de
obras do PAC (as quais violam os direitos humanos dos Povos
Originários
assegurados constitucionalmente, e ainda toda a legislação
internacional de
direitos humanos e de direitos indígenas ratificada pelo Estado
Brasileiro.

O Tribunal Popular reitera a necessidade do Estado Brasileiro respeitar o protagonismo do Movimento Indigena, aprovando o Projeto de Lei que tramita no Senado e através do qual se consolidará a CNDI, com ampla representatividade junto ao Movimento Indígena, bem como respeitar a legislação ambiental normatizada a partir da CF de 1988.

De modo inexorável o Tribunal Popular condena todas as tentativas do Estado Brasileiro em impor um "modelo de desenvolvimento" através das obras do PAC I e II, as quais se destinam ao enriquecimento das elites econômicas e são EXTREMAMENTE violadoras da legislação ambiental e indígena, ferindo não apenas os direitos humanos dos Povos Originários e demais povos tradicionais, donde destacamos as populações quilombolas, mas sobretudo, inviabilizando os direitos das futuras gerações, uma vez que a LUTA INDÍGENA É CONTRA A EXTINÇÃO DA HUMANIDADE. "
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Video Declaração de Apoio do Cacique Vernon Foster

Canto Vernon Foster lakota
Apoio das Organizações Indígenas Americanas, AIM (American Indian Movement) para a resitência Indígena do Brasil contra o desrespeito aos Direitos Indígenas.


http://www.youtube.com/watch?v=mN_TU84eDSQ
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Senador Suplicy presta seu apoio ao Acampamento no dia 01 de junho



O Senador Suplicy tenta mediar um acordo entre o Ministério da Justiça e o Acampamento, Ministério se porta de maneira intransigente e autoritária.



Mães e crianças indígenas desesperadas pela truculência policial



O Acampamento indígena, na madrugada de 01 de junho foi atacado até pela cavalaria, centenas de policias, atiradores de elites nos tetos, tropa de elite só para tirar 50 índios, com crianças e mulheres e alguns ativistas.

O governo criou um conselho CNPI, um conselho indígena nomeando alguns índios sem representatividades de fato, para simular e deturpar os processos democráticos e não foi realizado convenção ou eleição que poderia validar a representatividade na negociação.

Os índios fizeram uma eleição de um grupo de representantes e elegeram um presidente Dr Arão Guajajara, para contrapor a mascarada de pseudo democracia do Ministério da Justiça.

Estes representantes dos índios eleitos estão neste momento no Acampamento na frente do congresso, ameaçados e em perigo de vida.

Os índios estão em postura pacífica, o Acampamento é de reivindicação contra o decreto de lula terceirizando a responsabilidade tutelar do governo brasileiro, isso permitindo a política de remoções generalizadas dos povos e nações indígenas para a implementação do PAC a qualquer custo, principalmente nos custos dos territórios indígenas.
Sem a Funai as Nações indígenas estão sem proteções jurídicas segurando a peculiaridade de sua cultura, moda de vida e pratica religiosa.
Isso é contra a constituição e também contra as convenções de DH do mundo inteiro, Genebra, artigos da corte internacional de justiça, carta da ONU convenção 169 da OIT, convenção da OAE, acordo da OTCA.
As Nações e povos Indígenas estão ameaçados de extinção pelo plano do PAC conduzido pela ministra Dilma Rousseff e estão pedindo intervenção para o respeito dos direitos a viver em paz.
A corrupção atingiu o espaço do direito mas básico do cidadão e a implantação do PAC esta sendo executado de forma autoritária, sem fundamento legal previsto pela constituição e os direitos internacionais.
Sem o respeito dos direitos humanos e consolidação da paz entre os povos, não existe política sustentável.
Precisamos divulgar estes fatos a quem pode ajudar..
Texto por Kenavo e fotos de Bruno Costa
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MANIFESTO DE APOIO DO TRIBUNAL POPULAR AO ACAMPAMENTO

Manifesto de Apoio do Tribunal Popular ao Acampamento
Revolucionário Indígena

O Tribunal Popular:o Estado Brasileiro no Banco dos Réus vem por meio
deste manifestar, publicamente, todo apoio e solidariedade ao
Acampamento
Revolucionário Indigena instalado desde janeiro de 2010 defronte à
Esplanada dos
Ministérios, em Brasília, e em protesto contra o decreto 7056/09, que
extingue postos e administrações da Funai e anula direitos indígenas.

Condenamos a atitude do Estado Brasileiro em tentar votar às
escondidas na noite de 19 de maio a Emenda 36 da MP 472/09 –
legalizando o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI),
irregular e ilegal
desde 28 de dezembro de 2010 – na Câmara Federal.

Condenamos porque o CNPI não tem legitimidade alguma frente ao Movimento
Indígena, sendo criado pelo Decreto 7056/09 sobre a estrutura da
antiga Comissão Nacional de Política Indigenista “ presidido pelo
presidente
da Funai, Márcio Meira, e composto por: Executivo, Ongs ligadas à
atual gestão federal e representantes indígenas subordinados aos
interesses da presidência - e é o formulador das diretrizes que vem
penalizando os povos indígenas e servidores da FUNAI, extinguindo
postos e administrações regionais, deixando funcionários sem lotação e
pondo fim a direitos básicos, como o direito à Saúde e à Educação,
entre outros tantos.


O Tribunal Popular se solidariza com os cerca de 250
representantes e lideranças dos povos originários – Guajajara, Krahô,
Xukuru, Guarani Kaiwoa, Pankararu, Atikum, Munduruku e Korubo -
que rumaram para a Câmara dos Deputados pintados para a guerra, e no
interior da Câmara Federal protestaram dançando nos corredores.
Minutos após atenderam a solicitação de um delegado e deixaram arcos,
flexas e bordunas na entrada, passaram a ser viol entamente espancados
por um batalhão de cerca de 100 agentes da Polícia Legislativa da
Câmara.


Condenamos veementemente a atitude do Departamento de Polícia
Legislativa em espancar indígenas e, ainda afirmar que não houve feridos durante o confronto, uma
vez que os agentes não pouparam
mulheres, idosos ou crianças. Pistolas de choque e cassetetes foram
usados contra os indígenas: o líder Korubo –
militante histórico dos direitos dos povos originários – foi chutado
pela polícia legislativa após ser derrubado no chão, tendo quebrado a
perna e perdido um dente. O idoso José Lopes Guajajara – servidor
indígena há 35 anos – foi covardemente atingido por eletrochoque, uma
senhora Guajajara de cerca de 65 anos tomou um golpe de cassetete nas
costas, uma jovem da mesma etnia foi arrastada pelos cabelos e um
rapaz Xukuru teve o lábio rasgado por um murro na boca, entre outros
cerca de 50 indígenas feridos. E a Polícia Legislativa tentou a todo
custo impedir que as Tvs filmassem a Cacica Antonia Guajajara sendo
carregada desfalecida do tumulto –
sem sucesso.


E o Tribunal Popular apoia as lutas indígenas exigindo do Estado
Brasileiro as devidas reparações pelo brutal ataque policial contra indígenas do Acampamento Revolucionário Indígena.


TRIBUNAL POPULAR: O ESTADO BRASILEIRO NO BANCO DOS RÉUS
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Kaiapós do Pará junto com o Acampamento Revolucionário Indígena encontram-se com o deputado Hauly ontem, dia 25 de maio. Todos na luta, parentes!



Dep. Hauly e cacique Kaiapó



Kaiapós querem o presidente Márcio Meira fora da Funai



Reunião das lideranças indígenas para discutir futuro da Funai
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