19 de Abril de 2011 - Povos Indígenas há 485 dias sem qualquer tipo de proteção estatal e jurídica

19 de Abril de 2011 - Povos Indígenas há 485 dias sem proteção estatal e jurídica, à mercê de Mega-Empreendimentos, Decretos e Projetos de Lei Realizados Sem Qualquer tipo de Consulta Prévia, expostos à Criminalização dos Costumes e dos Protestos, ao Terrorismo Midiático e de Estado a Serviço do Partido da Aceleração do Capitalismo e à Mais Tosca, Cruel e Criminosa Hipocrisia Institucional.



Povos Indígenas do Acre defronte ao Palácio Rio Branco - cinco meses de protestos sob total omissão da imprensa corporativa e "de esquerda" e sob a conveniente cegueira das autoridades competentes.

O dia 19 de abril de 2011, 485 dias após a publicação do Decreto Criminoso 7056/09 que abole a Hipocrisia Estatal e coloca o Estado Brasileiro como parceiro da iniciativa privada na Pilhagem e na Espoliação Violenta dos Direitos e do Patrimônio Indígena, iniciou bem com a APIB, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, tal como os Temiminó e flecheiros Tupiniquim no ano de 1565, horas antes de neutralizar a resistência indígena à Invasão Européia na região do atual Rio de Janeiro, com o chamado Massacre de Uruçumirim, protestando em carta pública por Governo Lula e Congresso não terem ainda consolidado a extinção total dos Direitos Indígenas e Patrimônio Originário e mandado ladrilhar Amazônia e Cerrado e engarrafar os seus Rios Sagrados para vender como matéria-prima bruta à Coca-Cola e à Ambev, exigindo da presidente Dilma e do novo parlamento a implementação do PINGATI (Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas), um monstrengo interministerial que ao custo de dezenas de milhões de reais pulverizados e sem efetivamente proteger Terras Indígenas ou dar opções de real sustentabilidade para etnias indígenas atingidas (digo, atendidas), forja para público externo uma ilusão de participação indígena nas decisões que afetam comunidades por meio de “consultas regionais” com membros escolhidos do CNPI; o documento solicitava ainda às Presidências do Congresso Nacional pressa no encaminhamento do projeto de lei 2057/91, de autoria de Aloizio Mercadante (Partido da Aceleração do Capitalismo), abolindo o Estatuto do Índio e a proteção jurídico-estatal aos Povos Originários, deixando assim a iniciativa privada, com recursos do Estado Brasileiro (via BNDES) e a máquina da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública para neutralizar possíveis resistências, livre para espoliar o Patrimônio dos Povos Indígenas do Brasil e, de acordo com as normas do Consenso de Washington e do indigenismo neo-liberal proposto por entidades como ISA e CTI e facilitadores como Márcio Santilli, Márcio Meira, Paulo Maldos, Eduardo Almeida e Guga Sampaio, produzir- à custa do Holocausto Ambiental e do Sangue dos Povos Originários - a energia mais barata para as companhias nacionais, norte-americanas e nipônicas de alumínio e de ferro-gusa, a soja mais resistente e saborosa para os rebanhos suínos da China, EUA e Europa e o papel higiênico mais macio para o mercado norte-americano e europeu (a Suzano e Votorantim – Bracelpa - cumprindo aqui o seu relevante pacto de não-agressão e de proteção às delicadas cútis das partes pudendas posteriores anglo-saxãs, teutônicas, nórdicas e latinas).

Não satisfeitas, as lideranças da APIB, organizadas no Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (CNPI/Partido da Aceleração do Capitalismo), solicitam em interesse próprio “que o Governo redobre esforços na tramitação e aprovação do Projeto de Lei 3.571/2008, que cria o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI)”, ou seja, pedem que se legalize a farsa pela qual o presidente da Fundação Nacional do Empreendedor (FUNAE), Márcio Meira, obtém a “anuência dos Povos Indígenas” para grandes projetos governamentais e efetua a supressão de Direitos, lesando as etnias e comunidades originárias brasileiras que – supostamente representadas por membros do Conselho Nacional de Pelegos Indígenas – ficam com o Direito à Voz e o Direito ao Veto suprimidos.

A instituição do CNPI, que querem consolidar nesse 19 de abril, é uma aberração que torna, para o Ministério da Justiça, Akiaboro Kayapó - indígena bastante conhecido em Brasília que participou, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, da campanha para deputado do Exterminador do Futuro Carlos Minc - “líder de todos os grupos Kayapó do Brasil” e permite que lideranças históricas do Povo Kayapó, de trajetória e seriedade incontestáveis, como Raoni Metuktire – Referência Moral para Povos Indígenas em todo o planeta – e Megaron Txukarramãe tomem chá de cadeira por horas nos corredores sem resposta, voltando para as aldeias sem terem sido atendidos pelas autoridades com quem vieram tratar em Brasília.

Hoje, 19 de abril de 2011, dia de “comemoração” dos Povos Indígenas Brasileiros, a manhã iniciou com a constatação de que sequer uma faixa alusiva à data foi colocada na sede da Fundação Nacional do Índio, na Asa Sul, em Brasília, nos corredores do órgão apenas os boatos rondando de que – por conta do lamaçal revolvido pelas denúncias sobre como foi conduzida a “questão Belo Monte” pelo Estado Brasileiro, que antes mesmo de sua construção já removeu mais lama do que nas obras de construção do Canal do Panamá, obrigando inclusive a Organização de Estados Americanos (OEA), a notificar o governo do Brasil a contragosto – Márcio Meira sairia da presidência do órgão para dar lugar a mais um "quadro do PT”, o que até agora não se confirmou (corredores da Radiobrás informam que Meira fica até finalização da UHE Belo Monte) e pela triste notícia, veiculada pela Tv Gazeta graças ao desabafo de Frederico Campos (Coordenação Regional de Alagoas) em Audiência Pública ontem, dia 18, na Assembléia Legislativa do Estado, de que o GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CORTOU, SEM ANÚNCIO PRÉVIO OU JUSTIFICATIVA, 70 MILHÕES DE REAIS DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO, metade do orçamento já insuficiente para a imensa demanda, como contribuição efetiva da presidente Dilma Roussef para o Extermínio dos Povos Originários do Brasil e para a efeméride em si.

A data de 19 de abril de 2011 fica, portanto, para constatar que a gestões da presidente Dilma e do historiador Meira não consideram Povos Indígenas e servidores dignos da consideração de um aviso prévio sobre cortes de gastos ou do "privilégio" de uma explicação mínima para medida que paralisa a fiscalização e a proteção territorial nos mais diversos pontos do país – precisando os interessados a se esgueirar em busca de informação pelos corredores das autarquias em Brasília ou esperar o desabafo de servidores impotentes para saber sobre medidas que afetarão brutalmente as suas vidas.

A data de 19 de abril de 2011 é simbólica, pois a edição do dia da publicação “Valor Econômico” traz em suas manchetes “Com Atraso, Belo Monte Inicia Obras” [http://www.power.inf.br/site/todas-as-noticias-de-eletricidade/6450-com-atraso-belo-monte-inicia-obras], com anúncio feito pela Norte Energia de que está mobilizando os primeiros mil operários, o que significa uma trágica notícia não somente para as etnias do Xingu, mas para todos os Povos Originários da Terra e a todos que lutam em defesa da biodiversidade, da diversidade étnica e cultural e pela VIDA no planeta em si, representando um dano ainda incalculável não somente para os Povos Indígenas do Xingu, mas para todo o povo de Altamira e entorno (que se deparará, com a chegada de mais de 100 mil trabalhadores, com falta de estrutura, déficit de moradia, inflação despropositada, aumento descomunhal da violência urbana, da incidência de doenças infecto-contagiosas e do tráfico e consumo de drogas devastadoras como o crack – como ocorre hoje em Porto Velho, RO, vítima da megalomania governamental, saltando com a construção de Jirau de 400 mil habitantes para mais de um milhão em menos de 2 anos).

O silêncio do qual o Governo Federal (Funai) trata o assunto, sem sequer uma notinha no blog da autarquia, já denota que o Instituto Socioambiental, hoje co-gestor da Fundação Nacional do Índio com o CTI e demais organizações, vai embolsar a maior parte dos recursos das compensações socioambientais da Norte Energia.

Interessante notar que ao mesmo tempo 70 milhões são cortados da Funai pela União (sem que sequer as oitivas sobre Belo Monte tenham se realizado), foram gastos 287 milhões de reais pela concessionária Norte Energia em ações paralelas ao projeto – sem que nenhuma das condicionantes tenha sido cumprida e nenhuma das manifestações das lideranças indígenas tenha sido considerada.

De igual modo, a gritaria produzida pelas Ongs contra Belo Monte, essas mesmas organizações que serão beneficiadas pelas compensações sócio-ambientais, acabou calando a relevante discussão sobre a BR 230, extremamente danosa para Povos Indígenas e ecossistemas circundantes (levando turbinas, material e trabalhadores das áreas de servidão para o complexo de cimento e aço a ser erguido na Volta Grande do Xingu), travada sob o mais absoluto sigilo no CGPIMA-Funai (onde é que se viram os protestos contra a BR 230? quando é que se deu a consulta?).

O 19 de abril de 2011 será um dia lembrado como a data de consolidação da FUNAE (Fundação Nacional do Empreendedor) sobre a extinta FUNAI (Fundação Nacional do Índio), com centenas de empreendimentos do Programa de Aceleração do Capitalismo Brasil afora impactando Povos Indígenas e comunidades tradicionais, sem contar com a ação dos oligopólios agroindustriais e de mineração em larga escala, o que dá sentido à frase pronunciada por Dário Yanomami pronunciada no encontro de lideranças da etnia na Aldeia de Toototobi (AM) em novembro do ano passado: “A Funai é como um pai que não defende os seus filhos da Onça”.

O dia 19 de abril de 2011, data que não é lembrada pela imprensa – corporativa, burguesa ou alternativa - nem pela opinião pública nacional (exceto na inofensiva pintura das crianças do maternal à primeira série, manifestação inócua e infantil e, por isso mesmo, estimulada pelo Estado Brasileiro), não entrando na seção de cartas de jornais como O Globo e sequer na pauta do Centro de Mídia Independente, CMI, é marcado pelo protesto dos indígenas da Aldeia São João (Bonito, MTS) que há meses lutam para afastar os servidores da Funai - Lourival Matechua Souza e Antônio Bezerra, ambos da coordenação local - que deram anuência e assistiram tortura praticada por policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) contra três indivíduos da etnia Kadiwéu.

O dia 19 de abril de 2011 é também obscurecido pela notícia de Rilder Ribeiro Maués (matrícula 1586356), que participou da coação, intimidação e do desmonte criminoso da Coordenação Regional de Goiânia, unidade mais estruturada e preparada do país (tendo em sua jurisdição os últimos seis sobreviventes dos Avá-Canoeiro de Serra da Mesa, único Povo contemporâneo a ter habitado cavernas hoje imprensado entre duas hidrelétricas genocidas e milhares de posseiros tentando a intrusão, hoje sem Posto de Vigilância e sem servidor que os defenda, a assistência e a proteção de 19 mil Xavante, divididos em 187 aldeias e comunidades, entre outras responsabilidades), há dias atrás, quando estava sendo feita a transferência dos bens patrimoniais da antiga coordenação (supostamente por vindita à sua exposição na postagem Márcio Meira, Amigo das Corporações e etc .http://acampamentorevolucionarioindigena.blogspot.com/2011/03/meira-amigo-das-corporacoes-dos.html), inventou que um “celular da casa” havia sido roubado, celular esse que reapareceu magicamente momentos após, obrigando os seguranças da Guarda Terceirizada a humilhar servidores e trabalhadores com uma revista total (constrangimento ilegal registrado em BO).

O Diretor de Patrimônio e bordunólogo Rilder Ribeiro Maués (matrícula 1586356), amasiado com a chefe de gabinete Maria Salete Pompeu Miranda (matrícula 1432306 - conhecida por perseguir e discriminar indígenas a ponto de proibi-los de usar o mesmo elevador), capanga de Meira que em plena vigência do decreto 7056/09 esteve na 10 º DP de Brasília assessorando a Polícia Civil a criminalizar indígenas ligados ao AIR por meio de perjúrio e dando anuência à tortura de indígenas(afirmando à escrivã e ao delegado Laércio Rosseto que as bordunas ricamente trabalhadas - traço e expressão de diferenciação cultural dos Povos Indígenas Brasileiros - dos militantes indígenas eram “porretes” comuns, no intuito de invocar uma suposta proteção ao patrimônio e aos servidores do Ministério da Justiça – que durante nove meses de protesto não foram ameaçados fisicamente em momento algum - para “legalmente” deter os manifestantes do AIR na delegacia de polícia e, junto com o ouvidor de polícia da FUNAE, Paulo Pankararu, negar a condição de indígena ao ativista Waldinei Tupinambá e permitir que os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal o torturassem no interior da mesma delegacia durante a manhã do dia 10 de julho de 2010), pelo que se ouve e se documenta nos corredores da sede da Fundação Nacional do Índio, assim que tomou posse do seu cargo igualmente desapareceu magicamente com um lote de 30 computadores e com um AVIÃO INTEIRO da respeitada frota da Fundação Nacional do Índio, antes orgulho da autarquia por sua eficiência, bravura e competência (atualmente com equipe de pilotos terceirizados), hoje estando a aeronave à disposição dos interesses privados da esposa do presidente Márcio Meira, dirigente da "Ong Amiga" IEPE (estando outra aeronave abandonada e se degradando na TI Kayapó há mais de dois anos, a frota de oito aviões da Funai foi reduzida a seis – contribuição pessoal de Rilder ao patrimônio da casa).

Márcio Custer Meira, Exterminador dos Povos Indígenas Brasileiros, ao lado de suas mais fiéis colaboradoras na tarefa de desmontar toda estrutura de proteção aos Povos Originários, Salete Miranda (a Chefe de Gabinete que não desce com índio no elevador) e Socorro Brasil (Coordenadora Geral de Gestão de Pessoas, responsável pelo perseguição, assédio moral, afastamento e mesmo exoneração de servidores probos e experientes da Funai), três personagens nefastos que encarnam ao extremo a máxima Yanomami de que "a Funai é como um pai que não defende os seus filhos da Onça".

No dia 19 de abril de 2011 completam-se também 485 dias em que os últimos seis sobreviventes do Povo Avá-Canoeiro, vítima de toda sorte de massacres e chacinas ao longo dos últimos três ou quatro séculos (ver “Homi matou papai meu : uma situação histórica dos Ava-Canoeiro”, TOSTA, Lena Tatiana Dias. UnB, 1997 - o ciclo de sangue só terminando em 1983, quando doentes, esfomeados e cansados de tanta fuga e tanta morte "se entregaram" a um posseiro que os encaminhou à Funai), habitam 38 mil hectares cobiçados por milhares de posseiros e por duas companhias de energia, Furnas e Tractebel, que anseiam secretamente pelo extermínio (sendo que há cerca de 5 anos atrás a Hidrelétrica de Canabrava despejou quantidade desproporcional de veneno no rio que serve aos Avá, provocando mortandade de peixes e animais), sem um Posto de Vigilância da Funai para monitorar a área, tendo sido a única unidade da Fundação Nacional do Índio extinta (e depredada por posseiros em festa) e o único servidor encarregado de fazer a mediação entre Avá-Canoeiro e sociedade envolvente exonerado, o que equivale dizer que os sobreviventes Matxa, Nakwatxa, Tuie, Iwaí, Trumak e Putitxawa - últimos representantes de uma etnia, de uma cultura, de uma língua e de uma cosmologia únicas no planeta - estão em completa situação de risco, ameaçados de Extinção.



No 19 de abril de 2011, ainda não completa um mês sequer que o deputado petista Saguas Moraes conseguiu as 171 assinaturas necessárias (o número das assinaturas angariadas é equivalente ao artigo que no Código Penal enquadra a argumentação usada para convencer indígenas da legitimidade de tal frente) para criação da Frente Parlamentar Indigenista, um exército de 171 parlamentares que, violando a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para tocar à frente os projetos do recém-falecido deputado Eduardo Valverde (PT), autor e relator sobre projetos de lei sobre mineração em Terras Indígenas(PLs 1610/96, 7099/06 e 5265/09), defendendo que o licenciamento para a exploração mineral se dê de forma licenciatória e não participativa, o que significa dizer que quem irá explorar - até o bagaço - o minério será uma gigante do setor, como a Vale ou De Beers, e que os maiores interessados, os Povos Indígenas, não serão consultados sobre a mineração em suas Terras, assim como, a participação das comunidades indígenas no lucro obtido com a exploração não passará nunca de 03% (no projeto de lei do senador Augusto Botelho o percentual de 03% vai para o Exército Brasileiro, que, segundo projeto suplementar, instalaria junto com a Polícia Federal bases nas Terras Indígenas Brasileiras, certamente no intuito de “proteger os minérios" da “cobiça dos indígenas”).

No dia 19 de abril de 2011 completam-se 7 anos do momento histórico em que o Povo Cinta Larga (Tupi-Mondé), vítima da ganância desenfreada provocada pela exploração do diamante-cor-de-rosa (com sua cota de opressão, agressões, violações, assassinatos, doenças e alcoolismo), foi obrigado a forçar a desintrusão de 5 mil garimpeiros em abril de 2004, presenteando o Governo Luis Inácio Lula da Silva com 29 cadáveres encontrados. Desde então, a perseguição institucional e para-institucional contra o Povo Cinta Larga se intensificou (e, por estranha coincidência, o Instituto de Traficância de Direitos Indígenas conhecido como Sócio-Ambiental (ISA), de onde saiu o atual presidente da Funai, Márcio Meira, parou de documentar a violência contra os Cinta Larga quando a pressão se intensifica, sendo a última ocorrência registrada em abril de 2004), com o Estado Brasileiro colocando barreiras e forças tarefas da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública para intimidar e coagir indígenas, impedindo-os de usufruir a riqueza pecuniária que se encontra aos seus pés – estando muito claro para lideranças e observadores isentos que, ao contrário do que afirmava a revista Veja e outras publicações reacionárias, o diamante da TI Roosevelt só enriqueceu “os brancos”, deixando indígenas em petição de miséria (até duas semanas atrás, o único veículo que servia a aldeia do Cacique João Bravo, acusado por publicações reacionárias de enriquecer com o diamante, era a viatura emprestada pela Funai-Cacoal pelo período de 40 dias, cujo prazo estava vencendo – portanto, hoje, dia 19 de abril, caso algum indígena da Aldeia João Bravo precise ser deslocado para hospital por conta de uma emergência fatalmente morrerá sem ser atendimento).

Há menos de um mês eclodiu a revolta na TI Roosevelt, com seqüestro de cinco funcionários e a ocupação da Coordenação de Cacoal (os indígenas exigem que, dos R$ 7,5 milhões repassados à Polícia Federal para proteger os diamantes, ao menos 2,5 milhões fossem destinados à projetos para as comunidades Tupi-Mondé, o que foi acordado com o MPF e PF, mas a Funai nunca repassou um só centavo para as aldeias Cinta Larga; Márcio Meira tentou transferir a unidade para Juína, no Mato Grosso, onde há "curiosamente" uma "bolsa" de diamantes e, não obtendo sucesso graças à resistência indígena do Povo Cinta Larga, nomeou um coordenador para Cacoal, Robson Amaro, contrário às aspirações indígenas e fiel à máquina do PAC), sendo a coordenação desocupada violentamente pela Polícia Militar com o apoio da Polícia Federal sem que a repetidora local da Tv Globo e os jornais da região noticiassem uma só linha sobre a violência e o arbítrio da ação.

Servidores afastados e indígenas comentam que Márcio Meira tentou durante mais de um ano convencer lideranças Cinta Larga a permitir que uma equipe de trabalho de uma suposta empresa de energia privada entrasse na TI Roosevelt para avaliar condições de construção de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) nos Rios Roosevelt e Cardoso (exatamente onde se encontram as formações vulcânicas sob as quais aflora o diamante), em estória considerada “estranha” por todos e de fundo nebuloso. Não obtendo êxito, o presidente da Funai “permitiu” em novembro de 2010 que o Cacique João Bravo Cinta Larga fosse preso sem acusação formal em Espigão d’ Oeste (RO) por uma equipe da Polícia Federal de Mato Grosso e levado para a carceragem em Cuiabá, onde permaneceu preso por três dias, em história estranha de fundo mais nebuloso ainda – tento a Procuradoria do órgão se omitido na defesa e João Bravo tendo sido solto por pressão do MPF-RO, funcionários probos da Funai-Cacoal e de lideranças indígenas sobre o juiz que assinou a prisão a partir da denúncia vazia. Tudo indica que, ao saberem do resultado das eleições de outubro, dando a congressistas como Valverde, Jucá e Botelho massa suficiente de parlamentares para levar à frente os seus projetos genocidas de mineração, os Intere$$ados começaram a pressionar – e o Povo Tupi-Mondé está hoje tão exposto ao banditismo comum e ao banditismo de Estado quanto na época em que assassinaram Carlito Cinta Larga (2001) e César Cinta Larga (2002).


alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597389916871628114" />
Polícia Federal, em ronda pelos garimpos na região do Rio Roosevelt (RO), protege os famosos Kimberlitos (formação rochosa onde afloram os diamantes cor de rosa), suposto patrimônio da união, contra notória "ganância dos indígenas" - que não possuem recursos sequer para uma lata de leite ninho.

No dia 19 de abril de 2011 completam também quase seis meses que os Povos Indígenas do Acre protestam estóica e heroicamente e sob o boicote cerrado da mídia corporativa contra a omissão do Estado – a nível municipal, estadual e federal, principalmente no que tange às ações emergenciais de Saúde – nas ruas da capital Rio Branco sem sensibilizar autoridades nem despertar a opinião pública de seu sono bovino.

Desde o dia 29 de dezembro de 2010, quando representantes de 14 etnias ocuparam o prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e tomaram 50 servidores como reféns (sendo liberados em seguida, com o prédio desocupado – por meio da destituição de Maurílio Bonfim, então Chefe do Distrito Sanitário Especial e do perjúrio e cinismo institucionais, expressos nas promessas da Funai e Funasa de que “em 30 dias todos os problemas estariam sanados”), que as lideranças indígenas do estado – acampadas em barracas de lona e palha, primeiro diante da sede da Funasa, agora diante da sede do governo - exigem prestação de contas dos 15 milhões mensais repassados pelo Governo Federal para atendimento de saúde indígena no estado governado por Tião Viana (PT), sendo a população indígena acreana hoje vitimada mortalmente por doenças e moléstias completamente tratáveis e já debeladas entre a sociedade envolvente.
O imóvel da Casai (Casa de Atendimento ao Índio) de Alto Rio Purus foi então novamente ocupado no dia 20 de janeiro de 2011, prendendo servidores e inclusive o novo chefe do DSEI, Raimundo Alves Costa, sem que Estado Brasileiro oferecesse solução a não ser mais promessas e força policial desproporcional para os que não querem escutar mais lorotas. Enquanto crianças e idosos indígenas morrem de doenças facilmente tratáveis, as lonas de protesto continuam erguidas nos gramados de Rio Branco sem que as repetidoras de TV locais nem as autoridades competentes esbocem qualquer reação.



Mãe Indígena luta pelo Direito Constitucional de Acesso à Saúde diante do palácio do Governo do Acre em protesto ininterrupto de 14 etnias indígenas que já dura mais de 5 meses.

No dia 19 de abril de 2011, completam 11 anos em que as lideranças dos Povos do Vale do Javari (AM), terceira maior reserva indígena do país, perfazendo 1.200 km de fronteira com o Peru, abrigando pelo menos 16 Grupos Isolados e marcada por grandes tragédias, gritam em plenos pulmões por um socorro que nunca chega, por conta de entraves causados pelo próprio Estado Brasileiro, vivendo uma das maiores epidemias de hepatite já registrada do planeta, com um óbito a cada 12 dias e tendo já 8% de sua população mortalmente vitimada pela doença e com cerca de 35% da população possivelmente infectada.

Habitada pelos Marubo, Matis, Mayoruna, Korubo, Kulina e Kanamary, sem contar com os Grupos Isolados, a área esquecida quando se trata de prever ou minimizar os danos causados pelas Hepatites A, B, C e D (grandes epidemias mortais de malária, coqueluche, tuberculose, meningite, cólera pneumonia e, inclusive, de desnutrição também foram registradas nos últimos 10 anos sem que o Poder Público manifestasse reação e disponibilizasse recursos que fossem usados efetivamente no combate e no tratamento), nem da desintrusão de madeireiros, traficantes, garimpeiros e milícias armadas brasileiras e perunas, o Vale do Javari somente foi lembrado por Márcio Meira, presidente da Funai, às vésperas do 2º Turno das Eleições Presidenciais de 2010, quando o órgão disponibilizou inúmeras lanchas municiadas de farta alimentação para percorrerem os 926 km de rios da Aldeia Maronal, no Rio Curuçá, até Atalaia do Norte, Município onde havia a urna eletrônica mais próxima – sem contar a distribuição de gasolina aos indígenas que foram votar (somente no 1º Turno das Eleições de 2010, a Funai organizou a distribuição de quase 7.000 litros de gasolina e 1.500 quilos de alimentos para as 63 canoas indígenas que chegaram até a orla de Atalaia do Norte, para garantir a vitória de Dilma Roussef e de candidatos do PT e PcdoB no pequeno colégio eleitoral de Atalaia).

Hoje, 19 de abril de 2011, completam-se quase seis meses dos protestos dos indígenas reunidos no Movimento Político do Vale do Javari, entre eles, a corajosa liderança Clóvis Marubo, contra a nomeação para o DSEI-Javari de uma ex-servidora da Funai, ex-primeira dama local e ex-Secretária Municipal de Saúde (indicação partidária atendendo a interesses menores e locais; omissa durante epidemias de coqueluche, cólera e malária e responsável pela morte de dezenas de Mayaruna da Aldeia Lameirão, hoje se dando ao luxo de recusar o diálogo com lideranças indígenas), lembrando que o médico petista Antônio Alves quando fez looby para criação do SESAI (Secretaria de Saúde Indígena), dizia o tempo todo que só assim, “com a criação da secretaria”, haveria a “participação indígena nas discussões e decisões”, e que, nos primórdios de agosto de 2010, enquanto o médico comemorava a criação do SESAI já haviam morrido 15 crianças Kanawari - de desnutrição, inclusive.

Passado sete meses da criação do SESAI, comemorado de forma autista por inúmeras lideranças, comprovou-se que não passava daquilo que já fora denunciado desde março de 2010 por colaboradores do CESAC: uma forma de retirar os recursos do Patrimônio Indígena do PMDB (à época, no Ministério da Saúde e na Funasa) para, em pleno ano eleitoral, repassar cerca de 400 milhões de reais às 61 Ongs neoliberais que aparelham as gestões petistas do Partido da Aceleração do Capitalismo (então excluídas do cadastro oficial por não prestarem contas de 45 milhões de reais), sem contar com a grande estrutura, contando com 690 veículos, aviões, 26 casas de apoio e muitos cargos (sendo que os cargos comissionados do terceiro escalão tanto do SESAI quanto da Fundação Nacional do Índio já estão prometidos ao PMDB, como compensação ao fato do partido de Zé Sarney ter sido “lesado” no butim de criação da nova secretaria).

O dia 19 de abril de 2011 é também marcado pelo estelionato político promovido pelo SESAI em conluio com a Fundação Nacional do Índio contra os Povos Indígenas brasileiros, em especial aos indígenas membros do CNPI, pois hoje consolida a farsa promovida pela Secretaria Especial de Saúde Indígena – para desmobilizar e neutralizar protestos em todo o país – de que no dito “Dia do Índio”, 19 de abril, comemorado majoritariamente por crianças brancas, todos os Distritos Sanitários Especiais (Dsei) estariam prontos e funcionando com autonomia, o que não se cumpriu. Márcio Meira cumpriu apenas com a sua parte na farsa dizendo que disponibilizaria as unidades regionais da Funai para apoio “a uma efetivação política da Saúde Indígena”, mas o que se viu do presidente da República do Açaí Azedo até agora foi apenas a efetivação da nomeação política de aliados pessoais e parentes.

O estelionato se dá sem que houvesse resposta às epidemias de gripe, sarampo e verminoses crônicas e a ausência crônica de remédios em área Yanomami, denunciadas pelos líderes da etnia ao próprio Antonio Alves no início de novembro de 2010; o estelionato político promovido por Funai e SESAI se dá em um momento em que se vem à luz o índice de contaminação por HIV entre indígenas do Parque do Tumucumaque, assim como, a divulgação da violenta contaminação por mercúrio entre indígenas da TI Mãe Maria (responsabilidade da mineradora genocida VALE) e de pelo menos 40 casos de Kayapó soropositivos na região; o estelionato político eleitoreiro se deu sem que houvesse resposta à violenta “epidemia de óbitos” por doenças tratáveis e desnutrição entre os Xavante (Povo que, após a extinção da Coordenação Regional de Goiânia pelo decreto 7056/09, não tem mais uma unidade confiável para recorrer); a Funai, que tem obrigação constitucional de zelar pela vida e bem-estar dos Povos Indígenas, se permitiu participar da farsa promovida por Antonio Alves & Governo Federal sem nunca dar resposta à “epidemia de suicídios” que grassa entre o Povo Kaiwoá, que, ao invés de receber do Governo Federal a ampliação necessária de seu Território para a sobrevivência e a proteção Territorial prevista pela Constituição, recebe em 2010 um “Prêmio” da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, como se a estatueta ofertada pela Presidência fosse algo de comer e como se uma estatua só fosse suficiente para alimentar toda uma população que não tem espaço para plantio ou caça.

A Hipocrisia Institucional e o Terrorismo de Estado, base das relações entre povos indígenas e interesses europeus e neo-brasileiros desde os primórdios da colonização (quando Padre Anchieta, por um lado, escrevia “autos” em idioma nativo e protegia de “maus portugueses” grupos indígenas que lhes fossem obedientes e "tementes à Deus", por outro, insuflava o governador-geral a enviar tropas para massacrar a “Confederação Tamoia” sediada em Uruçumirim, atual Rio de Janeiro), nunca foram tão praticados na questão indigenista quanto nesses 485 dias de decreto 7056/09: o chefe máximo do Governo Federal, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia dois de julho de 2010, posa abraçado e sorridente ao lado de Gliceria Jesus da Silva (Célia Tupinambá) em Brasília - a fim de garantir tranqüilidade para a foto as agências de segurança montaram operação de guerra na Esplanada dos Ministérios, com helicópteros, ROTAM, tropas de choque, cavalaria e a determinação que os militantes do Acampamento Indígena Revolucionário se afastassem ao menos um quilômetro da reunião do CNPI - e, no dia seguinte, 3 de junho, a Cacique recebe voz de prisão da Polícia Federal ao desembarcar no aeroporto com filho, Erutawã, de apenas dois meses, sendo levada – sem explicação ou sequer direito a um telefonema - direto para carceragem.


A questão de Glicéria e dos Tupinambá de Olivença é sintomática do processo de criminalização - mediado pela Hipocrisia Institucional - ao qual os indígenas estão sendo submetidos para que o Governo Federal possa levar a cabo os projetos genocidas do Programa de Aceleração de Capital e o fomento da agroindústria e do turismo de massa; tendo toda a sua família presa e agredida (inclusive a sua mãe baleada com tiro de borracha no peito pela Polícia Federal em 2008), com o seu irmão encarcerado em Prisão de Segurança Máxima em Mossoró (RN) por “formação de quadrilha” (como se liderar um Povo fosse encabeçar uma corja de bandidos), outro irmão, Givaldo, preso meses após, Glicéria Jesus da Silva talvez tenha pensasse que o Governo Federal lhe desse imunidade contra a pressão da indústria do turismo e do agronegócio dentro da máquina do Estado por conta de sua posição no Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e pelo próprio status de “mãe”, tendo viajado com bebê de dois meses no colo, mas ainda não havia entendido que para a quadrilha que tomou conta do Ministério da Justiça, da Casa Civil (Secretaria de Assuntos Indígenas da Presidência da República), do Palácio do Planalto e da Fundação Nacional do Índio, uma mão só é estendida para que a outra possa melhor tomar – sejam os Diretos Indígenas, sejam as Terras e Rios Sagrados, seja a Representatividade, o Patrimônio ou a Liberdade em si.

É bom lembrar que, como disse um funcionário da Funai não identificado por estar prestes a se aposentar, “antigamente o servidor era preso para fazer valer a Lei 6001 e não permitir que tocassem no indígena, hoje é o contrário, é a Funai que chama a polícia”: os tempos são outros e, como se pode ver, lembrando aqui os 43 mandatos de prisão cumpridos pela Polícia Federal na Terra Indígena Canabrava (MA) a pedido da própria presidência da Funai nos últimos meses de 2010, a atual Fundação Nacional do Empreendedor (FUNAE) se consolidou como uma máquina de expoliação, criminalização e repressão aos Povos Indígenas e seus Direitos – e o único crime cometido pelas lideranças Tupinambá foi o de lutar pela Retomada de suas Terras (algo que a Fundação Nacional do Índio teria a obrigação constitucional de assessorar).


A foto (abaixo) é emblemática desse regime criado há 485 dias, onde a tutela de proteção – confundida malandramente com “resquício do autoritarismo” por Guga Sampaio – é completamente esquecida, embora não tenha sido votada nenhuma lei em substituição à 6001, as Procuradorias da Funai desmontadas de tal modo que não há mais qualquer tipo de registro geral sobre quantos índios estão presos no Brasil e em quais condições de encarceramento(as defensorias públicas estaduais, não familiarizadas com o Estatuto do Índio, assumindo a defesa de indígenas criminalizados) e a palavra das autoridades federais, constitucionalmente eleitas, vale menos do que uma moeda furada de cinco centavos; o hipócrita e covarde presidente Lula, como se estivesse em campanha eterna, beija o bebê cuja mãe será presa em menos de 24 horas (Candidato Caô, por Bezerra da Silva: http://www.youtube.com/watch?v=f3UycTiQW4s), do mesmo modo de que sempre tratou as aspirações indígenas e neo-brasileiras, fazendo promessas que serão esquecidas na manhã seguinte e esquecendo o respeito à vida e à dignidade humanas no bolso do paletó que foi para a lavanderia.



Lula todo sorridente, beijando bebê 24 horas antes da prisão da Mãe (Glicéria Jesus da Silva, Célia Tupinambá): nunca na História desse País Houve Governante tão Cínico, Hipócrita e Covarde quanto esse.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

19 de Abril II (Recordar é viver, Serra do Padeiro, Bahia, abril de 2008):




Dona Maria Tupinambá, mãe de Célia Tupinambá e do Cacique Babau, entre outros guerreiros encarcerados pelo Terrorismo de Estado, baleada no peito (bala de borracha) pela Polícia Federal em ação de reintegração de posse realizada em 2008 com total anuência de Márcio Meira: exemplo do apreço do Governo Federal - e da Presidência da Funai - pelos Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Idosos de todos credos e etnias.
Read More

III Confederação Tamoia dos Sem Teto




III CONFEDERAÇÃO TAMOIA DOS POVOS ORIGINÁRIOS E SEM TETO

Cronograma das apresentações. Local: Ocupação Quilombo das Guerreiras, AVENIDA Francisco Bicalho, 49, Leopoldina, perto da Rodoviária Novo Rio, Rio de Janeiro. Dias 22, 23 e 24 de abril (sexta, sábado e domingo).

1º DIA 22/04/2011 (SEXTA)

Mesa 1 - 09:00h da manhã: Terrorismo de Estado – Despejos, Remoções e UPP’s.
Palestrantes: FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto), Rede Contra a Violência, Lúcia (Defensora Pública), Representante do Estado. Mediador:

Almoço cultural

Mesa 2 – 13:00h às 16:00h: O que é o Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), sua relevância na História das lutas Indígenas no Brasil. Qual a política e as reivindicações do AIR. A luta contra a privatização da FUNAI.
Palestrantes: Arão Guajajara (CNDI)), Dr. Mércio Gomes (antropólogo), Carlos Pankararu (líder AIR), Wagner Tramm (indigenista). Mediador:

Mesa 3 – 17:00h às 20:00h: As políticas governamentais – a estratégia de avanço do capital nas terras indígenas – e a resistência. A luta por uma FUNAI indígena.
Palestrantes: Korubo (líder AIR), Lúcia Munduruku (líder AIR), Representante do CIMI, Carlos (espaço Mané Garrincha). Mediador:


2º DIA 23/04/2011 (SÁBADO)

Mesa 1 – 09:00h da manhã: Criminalização dos Movimentos Sociais
Palestrantes: Representante do Reunindo Retalhos, MST, Conselho Popular, FIST, Carlos Pankararu (líder AIR), Frente Nacional dos Torcedores, MTST, Representante da Campanha O Petróleo é Nosso, Representante do Crítica Radical. Mediador:

Almoço cultural

Mesa 2 – 13:00h às 16:00h: A nova Configuração do Espaço Urbano a partir dos Mega Eventos
Palestrantes: José Claudio Alves, Deley de Acarí, Representante da Ocupação Vila Autódromo, Frente Nacional dos Torcedores. Mediador:

Mesa 3 – 17:00h às 20:00h: Os indígenas no contexto urbano. A resistência da Ocupação Indígena do Maracanã como uma resposta à falta de políticas públicas para os indígenas.
Palestrantes: Urutau Guajajara (MIR), Dauá Puri, Carol Potiguara. Mediador:


3º DIA 24/04/2011) (DOMINGO)

Mesa 1 – 09:00h da manhã: Identidade Latino-americana: os Povos Ancestrais e o embate com a colonização européia.
Palestrantes: Carlos Pankararu (líder AIR), Korubo (líder AIR), Urutau Guajajara (MIR). Mediador:

Mesa 2 – 13:00h às 16:00h:Unificação de lutas dos Movimentos Sociais.
Palestrantes: Indicação para que cada ocupação, movimento social exponha sua visão de unificação, suas propostas e demandas.

Mesa 3 – 17:00h às 20:00h: Mesa Única: Plano de Ação
Plenária Aberta

Cine-clube Tamoio de Resistência Indígena;
Teatro do Oprimido;
Sarau.



CONFEDERAÇÕES TAMOIAS UNIDAS CONTRA O GENOCÍDIO E O TERRORISMO DE ESTADO A SERVIÇO DO GRANDE CAPITAL

A primeira Confederação Tamoia, talvez a primeira grande expressão originária da Resistência Étnica e do Amor à Liberdade (Amor Guerreiro) no Continente Americano, nasceu por volta dos anos 1554 e 1555 na região do atual Município do Rio de Janeiro, quando líderes de diversas etnias originárias abandonaram rivalidades étnicas e pessoais e interesses secundários ou pontuais para lutarem unidos contra o Nefasto Invasor Português. “Tamoio”, vem de “Tamuy” (“o mais velho, o mais antigo no lugar”), indicando a ancestralidade dos Caciques sobre a posse da Terra, dos Recursos que nela se encontravam e sobre a própria Liberdade – defendida com a própria vida, se preciso, e, agora, ameaçada pelas instituições imperiais do Cristianismo e da Escravidão – e a luta dos bravos Caciques Cunhambebe, Aimberê, Jagoanharo, Parabuçu, Coaquira, Araraí, entre outras tantas lideranças e guerreiros agrupados naquela que ficou batizada pelos portugueses como “Confederação dos Tamoios”, podendo ser analisada como a Primeira Grande Guerra dos Povos Originários contra o Terrorismo e o Genocídio de Estado em solo brasileiro (houveram combates e massacres anteriores, mas é o primeiro registro histórico de alianças entre etnias originárias diversas para resistir ao Inimigo Comum, o Invasor e Assassino Europeu).

Tendo como base principal a Aldeia de Uruçumirim, no atual bairro do Flamengo, Rio de Janeiro, a Confederação Tamoia foi dizimada em 1556 – com o massacre levado a cabo pelas hostes sanguinárias de Mem de Sá, apoiadas pelos guerreiros indígenas das etnias Temiminó e Tupiniquim (tal como hoje os membros do CNPI apóiam as deliberações de Márcio Meira na Funai e de Dilma Roussef no Planalto), cantado em versos pelo dúbio Padre Anchieta (dee Gestis Mendi Saa), pai espiritual da hipocrisia cimista e um dos insufladores do Massacre de Uruçumirim.

A Segunda Confederação Tamoia nasceu em janeiro de 2010, fruto do Decreto Sanguinário 7056/09 - publicado no dia 28 de dezembro anterior, extinguindo de imediato Postos Indígenas e Administrações Regionais da Funai, assim como, violando legislação Indígena e Trabalhista - e da maléfica presença de Márcio Meira na presidência da Funai (escolhido a dedo por Dilma, então, Ministra do Holocausto Étnico e Ambiental, para, após a substituição de Marina Silva pelo Exterminador do Futuro Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente e a saída do pensador republicano Mércio Gomes do Governo Federal, destruir com toda estrutura de proteção aos Povos Indígenas na Fundação Nacional do Índio), quando guerreiros e lideranças de diversas etnias originárias ocuparam a sede da autarquia em Brasília por uma semana e, dali sendo expulsos por brutal e desproporcional força policial (Polícia Federal, ROTAM, BOPE, PM e etc.), acamparam diante do Ministério da Justiça para exigir que fossem atendidos – permanecendo ali por mais de nove meses seguidos à despeito do Terrorismo de Estado (seis operações policiais brutais seguidas), da coação e da intimidação policial e para-estatal, da calúnia e do perjúrio institucionais, do constrangimento ilegal, da agressão física e moral, da perseguição e do assédio moral por parte de agentes do Estado e infiltrados, da estratégia de silenciamento e omissão levada à cabo pela mídia corporativa, das constantes violações à Lei 6001, à Constituição Brasileira, à Convenção 169 da OIT e a Resolução sobre Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da ONU e das reiteradas tentativas de corrupção por parte da Funai (Aluysio Guapindaia), do Ministério da Justiça (Ana Patrícia, assessora de Luis Paulo Barreto) e do Gabinete da Presidência da República (Paulo Maldos, então assessor de Lula, hoje assessor de Dilma) sem qualquer tipo de suporte de ONGs, Governos Estrangeiros ou Partidos Políticos.

Passado mais de um ano e por três ministros nanicos da justiça (todos do Partido da Acumulação do Capital, ex-pt, operando clara abertamente a serviço do Terrorismo e do Genocídio de Estado), com o monitoramento e a repressão do Estado Brasileiro continuando a ameaçar a liberdade de militantes indígenas e apoiadores, o movimento hoje está capilarizado em todo o território nacional – do Paraná à Rondônia, do Rio de Janeiro ao Acre, do Rio Grande do Sul à Roraima.

A experiência do Acampamento Indígena Revolucionário - que teve o seu golpe final em agosto de 2010, quando mais de 20 viaturas policiais, em operação comandada por dr. Marcelo Galli (Polícia Federal) cercaram seis militantes e um apoiador para, a pretexto de “montar um palanque para o desfile de 07 de Setembro”, desalojar os manifestantes defronte ao Ministério da Justiça para cortar as dezenas de árvores cinquentenárias onde indígenas amarravam redes e faixa de protesto, tirando a sombra de militantes, turistas e trabalhadores e tornando impraticável a presença humana naquele perímetro da Esplanada durante o pico do dia no período de seca do Planalto Central – é inédita na História dos Movimentos Sociais Brasileiros, na História do Movimento Indígena Brasileiro e na própria História da Resistência Indígena nas Américas, como atestou em julho de 2010 a socióloga e historiadora Tracy Guzman, PHD em História Indígena da Universidade de Miami.

E, principalmente, o AIR foi uma experiência inédita para o Estado Brasileiro, pois, pela primeira vez na História do Brasil, Povos Indígenas Organizados – totalmente fora da esfera de influência das Ongs, “leigas” ou missionárias, e com a mobilização multiétnica trazendo uma agenda combativa que, dessa vez, ia além de questões pontuais, como a da presidência da Funai - usaram a Esplanada dos Ministérios para desafiar altiva e abertamente o Estado Policial Brasileiro com uma pauta bem definida de reivindicações (os 15 Pontos do Acampamento Indígena Revolucionário) que supostamente ameaçariam a “soberania” do Estado Nacional e frontalmente denunciava as ambições etnocidas e genocidas (“desenvolvimentistas”), além de privatistas, dos governos do PT (hoje Partido da Acumulação de Capital, congraçando PMDB, PSDB, DEM, PDT, PCdoB, PSOL, PMN, parte do Partido Verde e demais agremiações organizadas no Plano de Acúmulo de Capital).

Congresso Permanente dos Povos Indígenas Brasileiros, a Segunda Conferência Tamoia instalada defronte ao Congresso Nacional no que se convencionou chamar de Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), com presença de representantes Munduruku, Pankararu, Guajajara, Kaingang, Fulni-ô, Satere-Mawe, Krahô, Atikum, Xavante, Kaiwoá, Terena, Baikari, Tikuna, Kamayurá, Karajá, Truká, Tuxá, Tapuia do Carretão, Krikati, Xukuru,Tupinambá, Pataxó, Potiguara, Kayapó de Mato Grosso e do Sul do Pará, Guarani Mbyá, Kokama, Korubo e Charrua, entre outras etnias rebeladas, com o Governo Federal se aproveitando da situação de desamparo jurídico instalado no Brasil no período pós-decreto 7056/09 (quando as Ouvidoria e Procuradoria da Funai passaram a criminalizar, ao invés de defender indígenas) e da falta de pulso, competência ou interesse de advogados indígenas, sofreu grave repressão e monitoramento das forças do Estado, com inúmeras violações dos Direitos Humanos, tendo sido alguns de seus militantes presos ilegalmente nos mais diversos Estados da Federação em ações posteriores às desocupação da Esplanada dos Ministérios.

O AIR, hoje, seguindo o mote que é “próprio de um Movimento se movimentar” e transmutado em Movimento Indígena Revolucionário (MIR), opera – sem recursos de Ongs, Empresas, Sindicatos, Partidos Políticos e Governos - do Oiapoque ao Chuí, apoiando ações contra a atual FUNAE (Fundação Nacional do Empreendedor) e contra o Decreto 7056, registrando crimes e violações cometidas pela atual gestão da Fundação Nacional do Índio contra os Povos Indígenas Brasileiros e o erário público e fazendo aliança com etnias e comunidades indígenas e movimentos sociais.

A partir de seu apoio à Ocupação Indígena do Museu do Índio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ameaçada pelo mesmo PAC (o Programa de Aceleração do Capitalismo que encurrala os Territórios Indígenas brasileiros com grandes projetos hidrelétricos, estradas, ferrovias, infra-estrutura de apoio às grandes mineradoras, ao grande latifúndio e ao agronegócio industrial, concebidos dentro de um projeto de Estado Genocida), o Movimento Indígena Revolucionário passou a dialogar com Organizações Sem Teto do RJ e a ter em sua pauta a luta pelo Direito à Moradia, contra as Desocupações Criminosas e contra as operações em solo brasileiro de Remoção e Higiene Social que precedem os Mega-Eventos Esportivos(Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016).

Não foi difícil encampar essa luta, sendo a Ocupação Indígena do Museu do Índio do Maracanã (Instituto Tamoio dos Povos Originários) um belo projeto multiétnico e originário com vistas à criação da Primeira Universidade Indígena Autônoma do país e tendo em vista que o prédio e terreno possuem a função social de proteger e amparar indígenas em situação de risco na cidade e no estado do Rio de Janeiro, ABANDONADOS À PRÓPRIA SORTE PELA FUNAI, não tendo esses a diferenciação étnica e cultural nem a legislação específica reconhecidas por Estado nem Município (ambos aliados às políticas etnocidas e genocidas do Governo Luís Inácio Lula da Silva); de igual modo, não é difícil encampar a luta pela Moradia já que Estado e Município primam em usar a Máquina do Estado para tentar exterminar população de rua, camelôs, artesãos, profissionais do sexo e indígenas da visão dos mega-escroques que lhes forram os caixas de campanha e alimentam as empreiteiras, numa sociedade que caracteriza uma autêntica “Parceria Público Privada (PPP)”; não é difícil encampar a luta já que o prefeito nanico e homicida do Rio, Eduardo Paes (Partido Liga da Justiça/PAC), e o governador nanico e homicida do Estado do Rio, Sérgio Cabral (Partido Liga da Justiça/PAC), ao longo dos anos vem utilizando as suas gestões Fascistas e Genocidas para melhor servir às ambições dos arautos do Programa de Aceleração do Capitalismo – tendo já o prefeito Paes (Dudu das Milícias, Irmão das Empreiteiras), quando secretário do prefeito Cesar Maia agredido os ocupantes do Maracanã, negando a condição de indígenas e chamando-os de “picaretas” para desqualificá-los e, assim, abrir caminho para a demolição – com fins de construção de um shopping e um estacionamento – de um dos mais valorosos prédios históricos do país, que abrigou tanto a primeira sede do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) quanto a primeira sede do Museu do Índio, bem como, foi residência do próprio Marechal Rondon e, anteriormente, da Princesa Leopoldina, tendo o espaço hoje função social vital e relevante, tanto para indígenas de etnias de todo o Brasil que aportam no Estado do Rio quanto para a própria cidade do Rio de Janeiro (onde a unidade da Fundação Nacional do Índio se presta a celebrar contratos e convênios milionários com entidades estrangeiras, alugar imóveis sem função social transparente, organizar vernisages de luxo e publicar livros que indígena algum teria condições de comprar, sem em nenhum momento prestar Assistência, Proteção ou mesmo Atenção aos centenas de indígenas de todos os rincões do Brasil que aportam anualmente na Rodoviário Novo Rio, indo majoritariamente habitar ocupações e favelas do Município e entorno).


A Frente Nacional dos Torcedores veio a se somar em defesa da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio do Maracanã, assim como às demais populações ameaçadas pelos Mega-Eventos, exigindo o respeito à pessoa e ao sistema legal pátrio (violados pelos Tribunais de Exceção previstos pelo acordo governista com a Fifa para a Copa do Mundo de 2014), além de probidade administrativa nas reformas e construções abraçadas pelo PAC da Copa (Orlando Silva, Partido dos Amigos da Coca-Cola, Mac’donalds, Camargo Correa, Bradesco e Itaú, entre outras corporações), lembrando que “o Maracanã é Patrimônio do Povo Brasileiro” e que as reformas propostas por Estado e Empreiteiras para o Maracanã, derrubando a Favela do Metrô, no Complexo da Mangueira, e com planos de demolir o prédio da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio do Maracanã, deixarão o estádio Mário Filho com menos cadeiras e com preços proibitivos para o cidadão comum.

O apreço do prefeito Paes, Dudu das Milícias, pelos Povos Indígenas e, em contrapartida, pela Acumulação Inescrupulosa de Capital pode ser medida pela escolha “impessoal” da cachaça Ypioca – denunciada ao Ministério Público Federal por furtar por mais de 30 anos água da lagoa dos índios Tapeba no Ceará, transformando a água sagrada de beber, cozinhar, banhar e pescar em PINGA, além de ter obviamente roubado o nome de fantasia - para ser “a cachaça oficial do Rio Orla”, tendo o monopólio de todos os quiosques da orla do Rio de Janeiro, do Leme ao Pontal, até os fins de 2016, o que representa uma soma incalculável de dinheiro que irá diretamente, sem retorno algum ao contribuinte carioca e ao produtor fluminense, para uma das mais criminosas e nefastas empresas do setor agro-industrial brasileiro.

Por conta de suas lideranças haverem se engajado na luta pela moradia nos grandes centros urbanos, o Acampamento Indígena Revolucionário (AIR) agora, em ação conjunta com a Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST), Coletivo Quilombo das Guerreiras, Fórum dos Educadores Populares, Frente Nacional dos Torcedores, Fórum Autônomo do Meio Ambiente, Reunindo Retalhos, Movimento dos Trabalhadores Desempregados - pela Base, Coletivo Autônomo Contra o Terrorismo e o Genocídio de Estado, Guerreiros Urbanos e Coletivo Lênin, entre outros movimentos sociais, propõem – nos dias 22, 23 e 24 de abril - a realização da III Confederação Tamoia dos Povos Originários e Sem Teto, uma discussão sobre as ocupações urbanas da região do Rio de Janeiro, juntamente com o debate sobre a questão indígena contemporânea.

O encontro, que coroa uma aliança iniciada por meio de redes de apoio, não possui como objetivo último apenas a discussão sobre a violência do Capital tanto em Territórios Indígenas (encurralados, com o apoio da criminalização de suas comunidades e pelo arbítrio policial, pelo agronegócio, pecuária extensiva, madereiras, mineradoras e grandes projetos hidrelétricos, entre outras ameaças), bem como, nas grandes capitais do país, com a violência e a opressão do Estado a serviço dos grandes latifundiários urbanos (em um contexto onde a enorme população descapitalizada é vítima), mas tem como objetivo a costura de resoluções comuns e a criação de uma agenda efetivamente combativa contra as ambições do Partido de Acumulação do Capital, tanto nas Terras Indígenas do país quanto na Zona Portuária do Rio de Janeiro (e demais áreas ocupadas por trabalhadores e cidadãos brasileiros intimidados pela Violência de Estado a serviço da mais vil especulação praticada por membros, sócios e simpatizantes do Partido da Aceleração do Capitalismo), para que a III Confederação Tamoia tome realmente existência e passe a trilhar o seu Caminho Luminoso em busca de Liberdade e Autonomia para os Povos Indígenas Brasileiros, Comunidades Tradicionais e população urbana neo-brasileira e brasileira.



Carlos Pankararu, fundador do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR) e do Movimento Indígena Revolucionário (MIR), acompanhado de Paulo e Raimundo Cinta Larga, filhos do lendário Cacique João Bravo Cinta Larga, perseguido político pelo Governo Genocida do PAC (Partido da Aceleração do Capitalismo), na Terra Indígena Roosevelt (Rondônia); as lideranças do AIR divulgando a pauta dos 15 Pontos por todo o Território Nacional.
Read More

Meira, Amigo das Corporações, dos Empreiteiros, dos Mega-Especuladores e dos Mosquitos

alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583173781418664994" />

Meira, Genocida coroado presidente da Fundação Nacional do Empreendedor (FUNAE), deve deixar o seu descaso para com o Outro, a sua arrogância e a sua irresponsabilidade o mais longe possível da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e de todo e qualquer órgão ou organização que maneje com os Direitos Humanos.


No intuito de destruir toda a sombra de oposição na sua recém criada Fundação Nacional do Empreendedor, Márcio Muhamad Kadafi Meira, ordenou repetidas operações de Terrorismo de Estado destinadas a transformar a mais bem preparada e estruturada Coordenação Regional do país, a única com sede própria, responsável – entre outras inúmeras atividades vitais em defesa da preservação dos Direitos Humanos (Indígenas) no Brasil - pela sobrevivência física e cultural dos últimos seis Avá-Canoeiro da Serra da Mesa, Povo Tupi sob risco de Extermínio e hoje imprensado por duas hidrelétricas genocidas e milhares de posseiros que anseiam abertamente pela sua Extinção, e pela Proteção e o Bem-Estar de cerca de 19 mil indivíduos Xavante divididos em 187 aldeias (incluindo os 900 indígenas de TI Maraiwatsede, premidos por jagunços armados a serviço das Corporações Assassinas Bunge, Cargil, Company e Multigrain que já lhes tomaram 90% do território, estando condenados à Fome e ao Extermínio sem a ação de uma Funai Republicana e presente), sem contar com os 700 estudantes indígenas de todo Brasil matriculados no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena para Formação de Professores , ministrado no campus da UFG (Universidade Federal de Goiás), sem qualquer outro tipo de apoio na capital do GO, em um prédio abandonado e insalubre, com o seu enorme terreno, os seus vasos de plantas, os pneus largados ao léu e a suas viaturas sem uso; o pólo de referência em ação indigenista (agora simplesmente pulverizado, deixando dezenas de milhares, talvez mais de uma centena de milhares de indígenas sem assistência), foi convertido, graças ao Terrorismo de Estado, em uma imensa fazenda para procriação do Aedes Aegypti, principal vetor da dengue e da febre amarela, entre outras doenças, fato já denunciado ao Ministério Público de Goiás e à Defesa Civil de Goiânia pelos vizinhos – significando aqui que Márcio Augusto de Freitas Meira, tendo Rilder Ribeiro Maués (matrícula 1586356) e Cleso Fernandes de Moraes (matrícula 0447376) como cúmplices, é responsável direto por qualquer pessoa que adoecer ou morrer vitimada por doença transmitida pelo mosquito no centro de Goiânia ou nas redondezas (e fazendo crer que a sanha destrutiva do Genocida Meira não é impulsionada apenas por questões étnicas, culturais, raciais, políticas, econômicas ou de gênero, sendo uma vontade destruidora e assassina de um caráter amplo, geral e irrestrito – ou, talvez refletindo melhor, possa ser expressão do seu descompromisso e de sua patológica desconsideração para com o Outro que o inabilitam a ocupar cargo na Fundação Nacional do Índio – FUNAI - ou em qualquer órgão onde sejam manejados Direitos Humanos, mesmo que seja varrendo o chão do corredor).

Viaturas abandonadas, capim crescendo e focos do Aedes Aegypt para todos os lados: o legado sinistro de Márcio Augusto de Freitas Meira para a cidade de Goiânia e para os Povos Indígenas do Brasil.

A mais importante Coordenação Regional da Funai do país, unidade que contava com alguns dos mais preparados e experientes servidores do Brasil (e com algumas das mais nobres incumbências dentro do órgão, tais como a defesa da TI Marawitsede e a jurisprudência da TI de Serra da Mesa que abriga os últimos seis Avá-Canoeiro contatados em 1983, único Povo Contemporâneo a ter habitado cavernas, além do resgate de jovens indígenas em situação de risco nos centros urbanos), hoje não existe mais. O prédio , Patrimônio dos Povos Indígenas, de posse da União, é agora um imenso criadouro de Aedes Aegypti , o nefasto transmissor da dengue e da febre amarela, só encontrando função social caso as Famílias Sem Teto de Goiânia o ocupem para proteger a população de capital dos focos do mosquito, dando assim uma destinação digna ao imóvel, a de Moradia.

Tendo sido o último foco da Resistência Republicana da Fundação Nacional do Índio, premido pela ação ditatorial do Genocida Márcio Meira, boneco arrogante a serviço dos interesses políticos e econômicos envolvidos nos Programas de Aceleração do Capitalismo (PAC I e PAC II), a Coordenação Regional de Goiânia lutou durante mais de um ano contra o Decreto Criminoso 7056/09 e o Desmonte Assassino de sua estrutura patrocinado pela Fundação Nacional do Empreendedor (FUNAE), órgão criado pela então ministra da Casa de Tolerância Civil, Dilma Roussef, para destruir toda a possibilidade de reação ou defesa dos Povos Originários à pegada “desenvolvimentista” (GENOCIDA) que pretende imprimir às gestões petistas e, ao mesmo tempo, presentear o ex-secretário de Patrimônio, Museus e Artes Plásticas (2002/2006), cria do “indigenismo neoliberal” (ISA) e um dos seus mais inescrupulosos e fiéis jagunços, com uma autarquia onde um capanga amoral como Rilder pode se tornar Diretor de Patrimônio Indígena, responsável hoje por uma frota de aeronaves e centenas de viaturas, entre outros inumeráveis bens, e um amoral menor como Cleso, em cujo currículo se inclui uma prisão por receptação, se converter em Coordenador Regional de Palmas – TO (desde março de 2010 pagando aluguel sem funcionar e agora, com a dissolução da Coordenação de Goiânia, se convertendo em uma das mais "poderosas" unidades da federação).


Intensa movimentação nos corredores do Edifício Pérola (Coordenação Regional de Palmas); à esquerda, de camisa vermelha e rayban arretado, Cleso, Fantasminha Camarada (matrícula 0447376), orienta indígenas sobre os seus Direitos Fundamentais.



A razão pela qual o Traficante de Direitos Márcio Meira decidiu extinguir Goiânia (chegando ao ponto de mandar o procurador calhorda Antonio Salmeirão repetir que “em Goiás não tem índio, logo, a unidade não tem função” – mentira descarada, pois o estado abriga etnias originárias importantes, tais como Karajá, Tapuia e Avá-Canoeiro), segundo o deputado Mauro Rubem (do mesmo PT de Meira, Lula, Barreto, Dilma e Cardozo), “não tem qualquer componente republicano, são questões pessoais incidindo sobre a questão pública, a serviço de interesses menores”.

Os interesses menores são, no caso, além da birra pessoal contra indigenistas probos, competentes e experientes, a VINGANÇA INESCRUPULOSA de Meira contra a insubordinação dos servidores de carreira que protestaram contra a publicação do Decreto Presidencial (e CRIMINOSO) 7056/09, fechando Postos Indígenas e Administrações Regionais país afora, retirando direitos de indígenas e servidores, assim como a proteção efetiva ao Patrimônio Indígena e aos quase um milhão de Seres Humanos que integram as etnias originárias do Brasil e passando as atribuições de defesa e proteção, junto aos volumosos recursos destinados, para a plêiade de Ongs (linkadas entre si) que o alçaram ao poder, estando entre elas, no papel de protagonista, o Instituto Socioambiental onde o atual presidente da República do Açaí Azedo começou a sua carreira, tendo os seus estudos de pós-graduação sido financiados pela mesma.

Além de uma questão profundamente pessoal - Meira, como todo o medíocre, não suporta a competência (ver pelo google a atuação do boneco na Articulação Institucional do Ministério da Cultura), principalmente, se acompanhada de indiscutível vocação para o indigenismo e inegável boa-fé, dois predicados que, com todas as diárias por ele mesmo assinadas, não pode nem poderá nunca comprar – a perseguição aos servidores de Goiânia se pauta pela lógica vil e stalinista de destruir todo aquele que se posicionar contra a retirada de Direitos Indígenas e o fechamento criminoso de Postos Indígenas e Administrações Regionais da Funai, visto agora como Inimigo.

Todos aqueles que se posicionaram contra o Decreto 7056, sejam índios ou servidores (indígenas e não indígenas), sofreram severa e implacável retaliação, apesar da recomendação expressa em Audiência Pública pelos deputados Luiz Carlos Hauley (PSDB) e Roberto Santiago (Partido Verde), disponível à consulta nos anais da Câmara Federal, ao procurador Salmeirão, saco de pancadas oficial do presidente Márcio Meira, de que não houvesse de forma alguma represálias contra aqueles que, convidados pela Comissão de Administração Pública e Trabalho da Câmara Federal, foram ao Congresso Nacional manifestar publicamente a sua posição sobre a reestruturação da Funai – que, além de violar a Constituição Brasileira, fere a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tanto na Convenção 169, que trata da obrigatoriedade de Consulta aos Povos Indígenas diante de medidas que os impactam direta ou indiretamente, quanto na Convenção 151, que versa sobre Organização do Trabalho, determinando que a classe trabalhadora participa de todas as reestruturações, com livre negociação com classe patronal – e sobre a atual gestão da Fundação Nacional do Índio (Como é que pode um vereador como Jeremias Xavante, eleito pelos Povos Indígenas, ser punido por representá-los em Audiência Pública? Como pode um servidor e homem público - liderança indígena reconhecida nacionalmente, além de eleita pelo próprio Povo - ser punido por atender um convite do Congresso Nacional? Como é que pode um indigenista do calibre e a coragem de Wagner Tramm ser agora penalizado por ter ido, à convite de parlamentares e indicado pelo seu Sindicato, à Câmara dos Deputados representar a sua classe e dar a visão dos servidores sobre os fatos expostos em Audiência Pública e Transparente? Como é que pode, dentro de uma autarquia federal, um servidor com mais de uma década de serviços prestados ao indigenismo brasileiro, cônscio e zeloso dos seus deveres, ser penalizado por não obedecer a ordem de RASGAR um cuidadoso relatório de impacto socioambiental para atender a interesses que fogem ao espírito público, afrontam diretamente o estatuto do órgão que lhe paga o salário e atentam contra os Direitos Humanos amparados pela própria Constituição que rege os seus atos administrativos? Como é que pode, dentro de um regime “democrático”, onde as liberdades civis são nominalmente amparadas pelo Estado de Direito, um funcionário de carreira, com vida pública pautada pela probidade e pelos ditames republicanos que nortearam a criação de um órgão indigenista, ter a sua internação psiquiátrica ordenada - “a bem do serviço público” - por “insubordinação”? Como é que pode, dentro de uma regime civil e democrático onde supostamente as liberdades civis estão garantidas e amparadas pelo mesmo Estado de Direito, um cidadão ser processado por “desapreço ao superior hierárquico”? Mais ainda: como pode, nos tempos que correm, haver indígena ou indigenista com as faculdades mentais intactas que tenha ainda algum apreço a esse suposto “superior hierárquico”, a essa impostura viva que posa hoje como “presidente da Funai”? E ainda mais: que farsa de processo administrativo é essa em que os réus – correndo risco de exoneração - são julgados por aqueles contra quem se insubordinaram?!? Que farsa é essa?!?)

A vingança contra os servidores da Coordenação de Goiânia se fez sentir logo nos primeiros dias de janeiro de 2010, quando a sede da Funai em Brasília ainda estava ocupada por indígenas de todo Brasil revoltados com a atitude do presidente fantoche e a publicação do denominado “decreto sangrento” (o dr. Meira na ocasião se escondia debaixo das saias da mamãe, digo, da Polícia Federal), com telefone, fax, acesso à internet, combustível, água, serviços de limpeza, cartão de ponto, contracheques cortados, tendo a atuação dos “servidores rebeldes” sido severamente limitada e a unidade que os abrigava completamente ilhada do resto do país – com grave prejuízo para todas as comunidades indígenas da jurisdição, incluindo os últimos seis Avá Canoeiro da Serra da Mesa, completamente indefesos diante da pressão das gigantes Furnas e Tractebel, sem contar com a hostilidade dos milhares de posseiros (o que, além de Crime Administrativo, constitui Crime Contra a Humanidade).

Não bastasse isso, a conversão da Coordenação Regional de Goiânia em CTL (Coordenação Técnica Local), ordenada em decreto presidencial e assinada por Luis Inácio Lula da Silva no dia 28 de dezembro de 2009, nunca ocorreu – tendo o próprio presidente fantoche do órgão expresso em reunião no SINDSEP-DF que “a única coordenação realmente extinta foi a de Goiânia” (improbidade administrativa confessa no próprio blog da Funai no dia 14 de julho de 2010 [http://blogdafunai.blogspot.com/2010/07/presidente-da-funai-se-reune-com.html], ver e salvar antes que apaguem!), sob a tosca justificativa de que “quando os Xavantes queriam alguma coisa vinham direto à Brasília”, deixando a unidade em um limbo administrativo e os seus servidores uma espécie de suspensão funcional (o que constitui assédio moral e psicológico grave), sem cartão de ponto ou contracheque, impedindo-os, por exemplo, de fazer matrícula dos filhos em colégio particular ou efetuar compras à prestação.

Apesar da pressão do legislativo goiano, com assinatura de 42 deputados (muito mais do que os treze votos que elegeram indiretamente o nefasto ex-governador Rosso[DF], amigo e gentil aliado de Meira na tarefa de neutralizar a resistência indígena com uso da violência – inclusive contra crianças, idosos e gestantes indígenas) e audiência pública realizada ainda em janeiro de 2010, convocada pelo deputado petista Mauro Rubem (que tentou interceder junto à Meira, Dilma, Tarso Genro e junto ao próprio Lula), da Moção de Repúdio da Assembléia Legislativa de Goiás, do pedido do renomado Dom Tomás Balduíno, Bispo Emérito de Goiás, ao Presidente Lula, do apelo da Cúria Metropolitana de Goiânia, dos inúmeros ofícios do SINTSEP-GO, da CONDSEF e da CUT, da carta escrita pelo prefeito de Nova América à nova presidente Dilma, dos apelos aos corregedores, à presidência do Senado, ao Ministério da Justiça e ao próprio presidente da República, da carta-denúncia assinada por indígenas e levada ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União, ao Tribunal Superior Eleitoral, ao Supremo Tribunal Federal e às presidências da Câmara e do Senado, do documento assinado pelos estudantes da Licenciatura Indígena (UFG) e entregue ao MPF, sem contar nos inúmeros documentos enviado pelas próprias comunidades indígenas (Tapuia e Karajá) às mais diversas autoridades exigindo o retorno pleno das atividades da Coordenação, os 26 servidores da unidade foram transferidos para a então CTL fantasma de Goiás Velho (até então um galpão cedido pela prefeitura onde sequer havia mesa ou cadeira – fax nem pensar) ou para então Coordenação Fantasma de Araguaína, unidade que durante ao menos seis meses pagou aluguel sem funcionamento efetivo, ou ainda para então Coordenação Fantasma de Palmas, Tocantins, onde até pelo menos meados de setembro de 2010 NADA funcionava (e para onde foi levado o Contrato de Apoio Administrativo de Licitação, feito no GO), estando o edifício Pérola, no centro de Palmas, o filet mignon imobiliário tocantinense, às moscas, apesar dos gastos publicados em Diário Oficial relativos à conta de luz, diárias e até mesmo passagens aéreas solicitadas pela unidade, entre outros, e dos 125 mil reais pagos até então pelo aluguel do prédio (25 mil/mês), porém, em um gesto corajoso de insubmissão que ficará lembrado na História do Indigenismo Brasileiro, esses Heróis Insubordinados (cujo anonimato atende às questões de segurança) altivamente se recusaram a ir – permanecendo em Goiânia e resistindo na Coordenação onde eram lotados, indo diária e religiosamente ao trabalho e justificando, assim, os “altos salários” pagos pela União (o que pareceu incomodar ainda mais o medíocre e invejoso Meira).

Durante mais de um ano, os bravos servidores da Coordenação Regional de Goiânia, verdadeiros Heróis do Indigenismo Republicano, resistiram, indo ao trabalho todos os dias sem ter nenhuma diretriz traçada pela sede em Brasília, atuando profissionalmente – sem responder a ninguém - com gasolina própria, se utilizando dos aparelhos celulares pessoais e de horas pagas em lam houses, fazendo a faxina do prédio e do terreno em esquema de mutirão (a segurança terceirizada continuou com a sua rotina, pois, segundo algumas versões, o senhor Rilder Ribeiro Maués tinha interesse pessoal no patrimônio de Goiânia – como pode ser comprovado de forma traumática meses após).

O atual coordenador de Palmas, Cleso Fernandes de Moraes, o Fantasminha Camarada, durante esse período atentou duramente contra a dignidade dos servidores, promovendo todo tipo de ação (incluindo a intimidação e o perjúrio) para boicotar a atuação da unidade, retirando contratos de apoio administrativo e retaliando servidores com cortes d’água, gasolina e meios de comunicação e, ameaçando-os, com a afirmação de que caso não aceitassem as condições impostas, seriam transferidos sem direito algum e a unidade seria interditada (ressalta-se aqui que Cleso não estava amparado de requisitos legais para conduzir processo de transição para CTL, conforme previsto no decreto 7056, bem como não possuía atribuição para tratar de possíveis remoções ali – e é importante lembrar que o coordenador só esteve em Goiânia duas vezes, uma semana antes de findar o prazo permitido para remoções pela legislação eleitoral).

Após quase um ano de intenso Cerco Administrativo e quase um ano após a publicação do decreto que causou todo esse caos na política indigenista brasileira (desconsiderado voluntariamente pela imprensa corporativa e genocida), o senhor Meira percebeu que nada dobraria a fibra dos servidores insubmissos de Goiânia e se viu forçado, mais uma vez e tão ao seu gosto, a partir para uma ação de Terrorismo de Estado.

No dia 08 de dezembro de 2010, por volta de meio-dia e sem qualquer espécie de aviso prévio, Rilder Ribeiro Maués (Matrícula 1586356), estensão de Meira para o serviço sujo da FUNAE (Fundação Nacional do Empreendedor), acompanhado de Cleso Fernandes de Moraes, o Gasparzinho, e trazendo dois caminhões de mudança e cerca de onze ou doze companheiros, estacionou defronte à sede da Funai em Goiânia avisando – sem qualquer documento ou ordem escrita - que viera fazer a conferência e a transferência de todos os bens móveis da unidade e afirmando que “Goiânia não existe mais” e “a situação dos servidores não é problema meu” (exercendo o cinismo institucional de quem - amparado por um comboio liderado pela Polícia Federal, contando com Bope, Rotam, PM e até mesmo com a Polícia Rodoviária, somando cerca de 20 viaturas, para retirar pessoalmente seis indígenas e um apoiador desarmados da Esplanada dos Ministérios – disse para Carlos Pankararu, fundador do Acampamento Indígena Revolucionário e impedido até de entrar na sede da Funai para fazer xixi, que as alegações sobre a inconstitucionalidade da ação comandada pelo próprio “não são problema dele” e que o indígena deveria então “ir à Funai para marcar uma audiência com o presidente” Márcio Meira).

Terrorista relapso, Rilder Ribeiro Maués naquela quarta-feira saiu para almoçar antes de consumar o malfeito. No retorno, os servidores de Goiânia trancaram todas as salas e se sentaram na calçada externa à espera dos representantes do senhor meira. Passando direto pelos servidores sentados, Rilder e Cleso – sem dar satisfação àqueles que buscavam um entendimento mínimo da situação - se dirigiram às auxiliares para saber se possuíam as chaves da sala. Diante da negativa, de sacos e barrigas cheias e com as suas diárias na capital garantidas, os criminosos decidiram curtir a noite goiana e deixar a ação para o dia seguinte.

Na manhã de quinta-feira, nove de dezembro de 2010, a Equipe de Desmonte da Máquina Pública a Serviço da Iniciativa Privada e do Capital Especulativo, contando com mais de uma dezena de pessoas, aportou novamente na sede da Funai-GO. Rilder Ribeiro Maués foi entrando arrogantemente sem se identificar, gerando um desentendimento com a vigilância – o que foi solucionado com uma autoritária “carteirada verbal” do criminoso, tão ao estilo das antigas gestões militares da Fundação Nacional do Índio. O Assessor de Desmonte da Máquina Pública de Meira, a serviço do esbulho e do genocídio, quando adentrou finalmente o pátio entendeu que os servidores haviam decidido por unanimidade que não liberariam os bens patrimoniais sem que antes houvesse decisão administrativa sobre a inclusão da CTL de Goiânia no novo organograma da Funai, de acordo com o disposto no próprio decreto 7056, bem como as demais CTLs existentes em todo o país, assim como, não liberariam nada antes da regularização da situação dos servidores da unidade.

Importante frisar que os servidores da Coordenação de Goiânia não estavam unicamente preocupados com a retirada injustificada dos bens patrimoniais, mas, principalmente, com a preservação das condições mínimas de acomodação e conservação do acervo documental da instituição (dado que em momento algum passou pelas cabeças de Rilder, Cleso e dos seus comparsas na Operação Terrorista de intimidação e desmonte do patrimônio público).

Rilder Ribeiro Maués, ao ver a resistência dos servidores, exigiu irritado a saída imediata das equipes de reportagem - que à essa altura já haviam adentrado o pátio interno - como pré-requisito para qualquer início de conversa. O lacaio de Meira foi rechaçado por indígenas das etnias Karajá e Xavante que exigiram a presença da imprensa na sede da Funai-GO. Sinvaldo Karajá afirmou veementemente que “a imprensa é a voz dos índios” e que – por isso mesmo - essa não iria sair de dentro da Funai, o que fez o agente da República do Açaí Azedo explodir, se levantando irado, dizendo que “não vai haver mais reunião nenhuma” e ido embora – porém, permanecendo na calçada externa com seus comparsas praguejando contra Deus e o Mundo. Nesse ínterim, quatro servidores passaram mal devido a intensa tensão emocional, tendo que remover dois desses para um hospital.

Na quarta-feira, 19 de janeiro de 2011, mais de um mês após o ocorrido, os 26 servidores da unidade se reuniram com o Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Advocacia Geral da União, com presença do SINTSEP-GO e do deputado Mauro Rubem. A representante da CGU ficou visivelmente estarrecida com a situação relatada, saindo mais cedo e prometendo investigar porque 26 servidores públicos passaram mais de um ano sem função.

O presidente do SINTSEP, Adaucto Joaquim Neto, relatou que desde 28 de dezembro de 2009, data de publicação do Decreto Sangrento, indígenas de Goiás e das mais diversas partes do Brasil encontram-se sem assistência e que os servidores públicos estão sem função definida.

O dr. Adrian Ziembra, do MPF, relatou que esteve em aldeias indígenas para entender a extensão dos danos causados pelo decreto 7056, mas, diante do olhar vigilante dos funcionários da FUNAE de Meira, os principais interessados – indígenas – não se sentiram à vontade para falar. O representante do MPF anunciou uma nova visita às aldeias, dessa vez sem nenhum representante da FUNAI ou da FUNAE como companhia – e, nessa semana, garantiu dar em breve um posicionamento sobre o atual abandono do prédio da coordenação regional de Goiânia, antes a mais estruturada unidade do país, agora transformada em depósito de entulho insalubre e criadouro de mosquitos pela ação dos Genocidas Amorais a serviço do Grande Capital.

O representante da AGU, com dever constitucional de defender os direitos dos servidores e dos Povos Indígenas, não pareceu estar nem um pouco à vontade nessa função, ao contrário, afirmou que a extinção da Funai-Goiânia “se trata de uma decisão política” e que “o processo é irreversível”, trazendo um discurso talhado para o desânimo e a capitulação dos Heróis mais renitentes. O advogado deu seu golpe de mestre, primeiro enfraquecendo moralmente os servidores, extraindo-lhes toda a fé em uma saída em consonância com o espírito público, para depois tirar da manga mágica a sua cara redentora: “vagas na AGU sem perda de gratificação”.

Empolgado com a própria proposta, que joga uma pá de cal em toda a esperança de que a Coordenação de Goiânia um dia retome as suas atividades e atribuições, o representante da Advocacia Geral da União disse que o órgão – AGU - tem um déficit de servidores, sobrando vagas em Goiânia e Anápolis, e, que, entendendo que o presidente da Funai “não iria se opor” à transferência, “uma solução seria possível” (solução que esvazia a estrutura de proteção aos Povos Indígenas no Centro-Oeste do Brasil).

A empolgação do advogado foi quebrada por um belo e apaixonado discurso de servidor, lembrando que o funcionário da Funai é servidor atípico - tendo que, muitas vezes, saber se orientar dentro de uma mata fechada e/ou aprender uma língua sem mediação acadêmica - e que não se enquadra em nenhum outro órgão da administração federal. O servidor lembrou ainda que a profissão de indigenista se pauta mais pela vocação somada à experiência do que por tudo o que é aprendido nos cursos de formação – sem deixar de citar a responsabilidade da unidade no tocante à defesa das comunidades indígenas que pertencem jurisdição da mesma, lembrando especialmente das duas velhinhas Avá-Canoeiro, as duas últimas a terem vividos em cavernas (Ithá) no mundo contemporâneo e hoje sem proteção alguma, com o Posto Indígena (PIN Avá-Canoeiro) extinto e depredado pela ação de posseiros, com o chefe de posto tendo sido simplesmente exonerado – graças à ação destrutiva do senhor Meira e de seus capangas.

A última cartada de Meira fôra lançada sem sucesso, as vagas na AGU “sem perda de gratificação” não surtiu efeito. Os poucos que toparam, fizeram a contragosto, porém ainda haviam cerca de 20 resistentes no coração de Goiás.

Na quinta-feira, dia 20 de janeiro de 2011, os 26 servidores da Funai, Heróis do Indigenismo Brasileiro, foram transferidos ex-ofício para os mais diversos rincões do país. Sem notificação, os servidores só vieram saber do fato no sábado, por meio da internet. Não tendo obtido sucesso com a intimidação (e sabendo que grande parte dos lotados em Goiânia possui família, com filhos matriculados na cidade), o senhor Meira apostou na ameaça de desagregação familiar para alcançar os seus intentos (dos 26, 15 foram obrigados a aceitar a proposta da AGU, enquanto os 11 restantes foram transferidos para outras unidades da Funai).

A carta dos estudantes indígenas, representando 700 jovens indígenas das mais diversas etnias e regiões do Brasil, endereçada ao Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, com cópia entregue ao MPF-GO no dia 26 de janeiro, é um belo libelo em defesa da permanência da unidade da Funai localizada no bairro Pedro Ludovico Teixeira e da atuação proba de seus servidores que encontrou eco nos blogs dedicados às questões indígenas e ligados à defesa dos Direitos Humanos, porém, o que já se previa, não sensibilizou as autoridades responsáveis pelo desmonte de toda a estrutura e toda a legislação de proteção aos Povos Originários Brasileiros (o que não é demérito, pois desde a publicação do decreto criminoso 7056 os mais belos e contundentes manifestos já foram escritos e as mais importantes lideranças indígenas já se manifestaram enérgica e publicamente, sem que o monstro que hoje usurpa a presidência da Fundação Nacional do Índio movesse uma só ruga).

A extensão dos crimes do senhor Márcio Meira ainda está longe de ser mensurada, mas cabe aqui lembrar que, possuindo sede própria, sem gerar ônus ao erário público, a Funai-GO instigou e assessorou a criação do Conselho Estadual para Assuntos Indígenas em 2002 e coordena hoje as obras de instalação do Núcleo Takinahak, Universidade do Índio em Goiânia, iniciativa inédita no país, fruto da parceria da unidade com a Universidade Federal de Goiás; que a Funai-GO está articulada com o IGPA (Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia), detentor do maior acervo de filmes sobre indígenas no Brasil, articulando com o mesmo em abril de 2010, em pleno Cerco Administrativo, a Semana dos Povos Indígenas 2010 na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, e que a cidade notabiliza-se como referência nacional nos tratamentos médicos contra o câncer, além de sediar o Hospital de Doenças Tropicais-HDT, necessitando de unidade da Fundação Nacional do Índio para atender e assessorar famílias indígenas de todo o Brasil que chegam em busca de tratamento em Goiás; que a Funai-GO conta com uma área de Engenharia, Arquitetura e Fundiária que atende TODO O PAÍS na elaboração e acompanhamento de projetos de construção e de compensação ambiental, demarcações e fiscalização de limites e georeferenciamento (estando, nesse momento, desenvolvendo projeto de compensação ambiental na BR-101, ligando o Rio Grande do Sul à Santa Catarina; projeto de infra-estrutura aos Povos Indígenas do Maranhão, com aproveitamento de madeira apreendida pela PF para construção de escolas, centro de saúde e casas de apoio; 73 unidades de moradia para comunidade Xavante de Marawatsede, compromisso do presidente Lula firmado em 2009; fiscalização e georeferenciamento das Terras Indígenas Kayapó; construção centro de treinamento e capacitação dos índios do Oiapoque e projeto de compensação ambiental Avá-Canoeiro, entre tantas outras responsabilidades); seria bom recordar também que a unidade é considerada a mais preparada do Brasil, com quase a totalidade dos quadros com curso superior e capacitados nos cursos do ENAP; que até recentemente a loja Artíndia tinha boa visitação e um bom faturamento mensal, o que revela o interesse da população goiana, fruto da articulação entre o órgão e a sociedade local; que é graças à ação da Funai-GO que a comunidade Karajá de Aruanã – com cerca de 200 indivíduos - pode se ver livre de invasores, hoje com Museu próprio para artesanato étnico e recebendo cerca de 2 mil visitantes; que os Tapuio, contando com quase 400 pessoas, hoje possuem saneamento básico completo e que foi dentro da jurisdição da unidade - e com a rede de assistência e solidariedade solidificada pelo convívio mútuo e o respeito - que os últimos seis Avá Canoeiro de Serra da Mesa conseguiram atravessar as últimas duas décadas após o contato, enfrentando doenças, a ambição de posseiros, garimpeiros e madeireiros, além da construção de duas mega-hidrelétricas (Serra da Mesa e Canabrava) cujas empresas – Furnas e Tractebel – secretamente almejam a Extinção desse grupo étnico (definido por um servidor como “o povo mais alegre, amável e gentil desse planeta”), tendo, inclusive, Furnas despejado uma quantidade genocida de veneno no início desse século, provocando uma mortandade de peixes e animais silvestres e obrigando o então chefe de posto levar a família Avá-Canoeiro para um outro ponto de captação de água, migrando fundo dentro do Parque de Serra da Mesa, área de grande incidência de onças pintadas; para finalizar, seria bom lembrar que é graças a atuação abnegada e destemida de integrantes da equipe da Funai-GO que – sob intensas ameaças de morte – conseguiram a reintegração dos Xavante às Terras Indígenas Maraiwatsede Paridzáme, o que mobilizou além da área de fiscalização, para a retirada de posseiros, a construção de casas para possibilitar o reassentamento – e que, sem a ação desses servidores probos e corajosamente republicanos, dificilmente os indígenas conseguirão retirar os invasores armados a serviço das multinacionais e nacionais GENOCIDAS Bunge, Cargil, Company, Multigrain, Pão de Açucar e etc.

O descaso de Meira, acobertando uma lógica inescrupulosa e covarde de vingança e neutralização de resistências, portanto, não é dirigido somente aos servidores. As ações irresponsáveis do bandido que hoje usurpa a presidência da Funai são intencionais e atingem terceiros (comunidades e povos inteiros); são Crimes que podem ser caracterizados como “Contra a Humanidade” em qualquer tribunal internacional de direitos humanos que se preze e que se prestam a interesses pecuniários vis (Furnas, apesar da pressão da antiga presidência da Funai, se nega peremptoriamente a pagar qualquer tipo de compensação ambiental efetiva aos indígenas de Serra da Mesa, assim como a belga Tractebel, que nunca pagou um centavo pela construção, instalação e funcionamento da milionária hidrelétrica de Canabrava, se negando até mesmo a reconhecer os Avá-Canoeiro como uma etnia autônoma, como um Povo – e ambas podem ficar sossegadas agora, com os almejados oito anos de Márcio Meira que supostamente virão, agradecendo ao amigo das corporações, dos empreiteiros, dos especuladores e dos mosquitos pela paz e a graça alcançada).

A irresponsabilidade de Meira, estimulada pelas costas quentes oferecidas por Dilma Roussef e agora inaugurando uma fazenda para criação do assassino aedes aegypt em pleno centro de uma capital com dois milhões de habitantes (o que foi desconsiderado no afã de “punir rebeldes” - servidores que seguem à risca o Estatuto do órgão para o qual trabalham), pode ainda render um ou dois óbitos, talvez até três – e então, quem sabe, morrendo algum Waradzu (ou Karaiw), a justiça racista e excludente do Brasil não se mobilize para punir os (ir)responsáveis?



Na foto acima, a imprensa presente na Funai-GO para registrar a tentativa de retirada do patrimônio público por agentes da Fundação Nacional do Empreendedor; na foto abaixo, Rilder Ribeiro Maués (matrícula 1586356), em outras postagens grafado como "Hildon", tão cínico e arrogante quando "assessorado" por forças policiais contra indígenas desarmados e em menor número, foge tal qual um ladrão quando vê se aproximar as câmeras da Tv Anhanguera (repetidora local da Globo).

Read More

Movimento Indígena Revolucionário no Programa Sem-Teto em Revista


Jovens militantes e lideranças indígenas hoje (16/02/2011) em Brasília lutando pela extinção do Decreto Criminoso 7056 e pelo fim da Tirania na FUNAE (Fundação Nacional do Empreendedor), em flagrante de Bruno Costa.


PROGRAMA SEM-TETO EM REVISTA - RÁDIO WB PETROLEIRA - Especial Questão Indígena Brasileira


Sob o lema “ocupar, resistir, construir, produzir” foi ao ar no dia 10 de fevereiro de 2010, o programa Sem Teto em Revista, sob coordenação técnica de Jaime de Freitas e locução de Neto Kandall, em edição especial sobre as questões indígenas contemporâneas.

O programa, com a participação do dr. André de Paula, assessor jurídico da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), Urutau Guajajara, acadêmico indígena e presidente do Centro de Etno-Conhecimento Socioambiental Cauieré (CESAC), do professor Roberto, colaborador do Uni-vos e ativista do Fórum dos Educadores e da militante Lola, ativista do Movimento Indígena Revolucionário, tratou, entre outros assuntos, da possibilidade da militância indígena, hoje capilarizada nos Estados da Federação, voltar à Brasília – parando a capital, se necessário, ainda antes do Carnaval - para exigir a extinção do Decreto 7056 e a renúncia das autoridades federais que violam a Lei 6001 (Estatuto do Índio), o Código Civil e Criminal e as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário (os primeiros ônibus já começam a aportar na Capital Federal).

Os convidados discutiram também a aliança com o movimento marxista Crítica Radical, lembrando que ambos estão fora da política partidária corrompida; a liderança Urutau Guajajara (Tenetehar) comentou o fato do presidente da FUNAE (Fundação Nacional do Empreendedor), o Genocida Márcio Meira, ter criado - por meio de invenção jurídica - uma “licença específica” para viabilizar a instalação do canteiro de obras de Belo Monte, sem o aval dos técnicos em licenciamento ambiental.

Roberto denunciou a privatização da Educação Pública, levada a cabo pela Secretária de Educação do Governo Oligarca e Excludente do Estado do Rio de Janeiro, Claudia Costim, o dr. André de Paula falou do “cretinismo eleitoral” que permite que personagens nefastos como esses se apoderem da máquina pública, citando o Herói Popular Abimael Guzmán - encarcerado, mas não esquecido - e lembrando que o Movimento Indígena pode unificar todos os Movimentos Sociais em torno de uma pauta comum.

A última postagem do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), sobre o aparelhamento genocida da máquina pública, foi lido trechos e comentado, com o locutor Neto Kandall citando “o impressionante apego ao cargo” do déspota Márcio Meira, que hoje preside a Funai, e batizando-o como “Márcio Enciumeira”, apelido condizente, pois, como todos os medíocres, é tomado de ciúmes homicidas pelo afeto e o respeito pelo qual os Povos Indígenas nutrem pelos servidores que persegue, humilha, afasta e exonera em sua breve – e extremamente danosa - gestão.

A dedicação, o trabalho, a abnegação e, acima de tudo, a vocação de tais servidores é algo que o senhor Meira, por mais recursos que tenha amealhado na sua função de assessor de empreiteiras criminosas e de projetos de governamentais genocidas, não poderá nunca comprar. E parece, considerando o comportamento dos últimos anos (e o relatório da USAID de 2008), sequer ter interesse.


Ouçam a Transmissão:

http://www.radiopetroleira.org.br/w3/index.php?view=article&id=1401%3Aprograma-sem-teto-em-revista-do-dia-10-de-fevereiro-de-2011-acampamento-indigena-cesare-battisti-e-outros-assuntos-&option=com_content&Itemid=61
Read More

A QUEM INTERESSA BELO MONTE?




Compenetrado para a foto, Paulo Maldos (PCdoB), assessor de assuntos indígenas da Secretaria Geral da Presidência da República, com as mãos sujas do Sangue dos Povos Indígenas e da Espoliação dos Recursos do Patrimônio dos Povos Originários Brasileiros, recebe de Marcos Apurinã, sob olhar atento da Nuitu Mapulu Kamayurá e demais lideranças, um vídeo contendo denúncias, reivindicações, demandas e protestos das Etnias Atingidas por Belo Monte, mas deixou em cima da tv para assistir com o companheiro Gilberto Carvalho após a novela e depois, inebriados em seu bem-remunerado e comum Jardim das Delícias, se esqueceram e foram dormir. O sono da Casa Civil (CIMI) é o despertar das Bestas Genocidas a serviço do Grande Capital.

Manifestações populares contra Belo Monte ocorrem HOJE, sexta-feira, dia 4/2/2010, das 12 às 13 horas, diante das agências do BNDEs nas principais capitais da Federação. No Rio de Janeiro, o protesto se dará defronte ao Banco Nacional de Desenvolvimento, próximo ao Largo da Carioca, a partir das 11 horas, tendo sido organizado - apesar da presença dos militantes do Greenpeace, entidade financiadora do nefasto ISA - fora da esfera das ongs salvacionistas ligadas ao indigenismo neoliberal ou missionário e ao neoliberalismo ambientalista, hoje aparelhando o Estado Brasileiro - entidades mais interessadas em obter o "verde" das compensações ambientais do que em salvar do Holocausto Ambiental e Humano os Povos e Ecossistemas do Xingu.

Em Brasília, a manifestação é convocada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), o que já parece deslegitimar qualquer protesto contra Belo Monte (ou contra qualquer outra obra do PAC), pois todas as três entidades – apesar dos esforços hercúleos e da luta abnegada de Marcos Apurinã e outras lideranças e organizações indígenas não-cooptadas dentro da COIAB – lutaram Criminosa e Incansavelmente pela viabilização do Belo Monstro – atingindo diretatamente mais de 25 mil indígenas de 24 etnias diferentes, milhares de ribeirinhos, populações extrativistas, pescadores e pequenos agricultores, ecossistemas inteiros, contendo inumeráveis espécies vegetais e animais, além de parte da área urbana de Altamira - na Casa Civil, na Presidência da Funai e no Conselho Nacional de Política Indigenista.

Ao Movimento Indígena Revolucionário e aos observadores mais atentos, parece que tais Ongs, que, de forma profissional e extremamente eficaz, engabelam a opinião pública nacional e internacional, assim como tentam engabelar os Povos Indígenas Brasileiros (que, desesperados, muitas vezes são usados como massa de manobra dessas organizações criminosas), querem, mais uma vez, lograr militantes bem intencionados e voluntários de boa-fé.

Ao ISA, COIAB, CTI, entre outras, INTERESSA A CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE, entre outras obras do Programa de Aceleração do Capitalismo (PAC), pois interessam os recursos das compensações ambientais, uma grana preta que NÃO SERÁ dividida com os Povos Indígenas brasileiros, em especial, com as etnias atingidas por Belo Monte (grana essa que será pulverizada nas assessorias, como sempre fazem); ao CIMI interessa “o esbulho, o genocídio, a pilhagem, o etnocídio e a grande festa das oligarquias, dos corruptos, dos inescrupulosos e do grande capital nacional e internacional” (como disse o ex-representante do CIMI na Funai, o incompetente e fujão Eduardo Almeida, convocado - junto com outros antropólogos organizados na Associação Nacional de Ação Indigenista [ANAI], como Guga Sampaio, que pagam o colégio particular dos filhos e seus bons apartamentos em Salvador com a mais vil manipulação política e a exploração [espoliação] acadêmica do conhecimento dos Povos Originários, Quilombolas e Tradicionais - para atacar o AIR e outros Movimentos Sociais Não-Cooptados, sobre quem protagonizou a sua própria gestão de à frente do órgão, enquanto tratava de se esconder das bordunas dos Xavantes e da autoridade moral de Carlos Pankararu debaixo das saias da Polícia Federal), pois é com o Holocausto, a Miséria e o Extermínio dos Povos Indígenas que o Conselho Indigenista Missionário, de quem Paulo Maldos é assessor político, se alimenta politicamente e constrói o seu discurso denuncista (fazendo escola em São Paulo), tão à gosto da opinião européia e da esquerda não-informada, o que rende polpudos repasses internacionais de organizações católicas e de direitos humanos, além dos prêmios internacionais, como o “Nobel” recebido recentemente pelo Bispo de Altamira.

Nascido de um braço da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como o CIMI, o Centro Ecumênico de Documentação Indígena (CEDI), hoje transformado no poderoso e arqui-milionário Instituto Sócio Ambiental (ISA), graças aos esforços de Paulo Maldos que, começando a “garimpar” junto aos católicos austríacos, alemães e cristãos noruegueses, acabou por trazer uma monta incalculável de euros e dólares de entidades privadas e governos europeus para as organizações indigenistas e ambientalistas brasileiras, conseguiu, dentro do Governo Lula, por meio de um conluio com as demais “organizações parceiras”, usando da perfídia, o perjúrio, da manipulação midiática e da mais explícita má-fé, derrubar - com auxílio do assessor do CNPI, Frederico Magalhães, que usa de sua influência no Santuário dos Pajés para neutralizar a Resistência Indígena Autêntica em Brasília e inviabilizar a estadia de indígenas contrários ao CNPI no DF, de petistas enciumados dentro da Fundação Nacional do Índio, com assessoria pessoal do coronel Gelio Augusto Barbosa Fregapani, chefe do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM), da ABIN, então lotado em Brasília - um Presidente da Funai Republicano, Abnegado e Preparado, para colocar o seu representante, o nepotista Márcio Meira, transformando a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em FUNAE, Fundação Nacional do Empreendedor, mais preocupada com “cronogramas de obras” e com “os dramas do empreendedor” do que com a proteção efetiva dos Povos Originários, como explicitava carta do agora exonerado – por competência, experiência, espírito humanista e ideais republicanos – chefe do Posto Indígena Avá-Canoeiro (tema da próxima postagem), Walter Sanches, veterano de contatos ao lado de Cláudio Villas-Boas no Peixoto de Azevedo (Panará e Kren-Akrore) e há mais de 20 anos protegendo, independente de folha de ponto ou contra-cheque, os últimos seis Canoeiro de Serra da Mesa (GO), única etnia contemporânea do planeta a ter habitado cavernas (Ithá), contra o lento processo de extermínio patrocinado por Furnas, Novatrans, CPLF e pela belga Tractebel – processo genocida agora agravado pela pulverização, por vendeta pessoal da Presidência da Funai, da extinta Coordenação de Goiânia, a melhor e mais estruturada unidade do Brasil, cujos servidores, alguns dos mais preparados da União, resistindo há mais de um ano com telefone e internet cortados, sem viaturas nem recursos, fazendo faxina em mutirão, agora foram transferidos ex-ofício para os mais distantes rincões do país, desarticulando uma rede indigenista de apoio consolidada há duas décadas.

O senhor Meira (ISA), aboletado na Funai e convenientemente excluído temporariamente do quadro oficial do site da entidade (mas despachando no escritório da Ong e se hospedando em hotel da mesma organização em São Gabriel da Cachoeira, quando é convocado a dar explicações), foi colocado para desmantelar uma tradição indigenista de mais de 100 anos, iniciada com Rondon, nomeando-se presidente do Conselho Nacional de Política Indigenista (para poder neutralizar lideranças indígenas tradicionais e indicar os seus próprios representantes, escolhidos a dedo numa reunião na Aldeia São João [Krikati] realizada em 2007 e financiada pelo próprio bolso, forjando assim uma farsa de “representatividade indígena” dentro do Governo Federal), privatizando literalmente a Fundação Nacional do Índio e extinguindo, com o Decreto Criminoso 7056/09, os Postos Indígenas, Coordenações e Administrações Regionais (agora CTLs, uma renomeclatura, segundo o próprio, que foi – muito bem – entendida por posseiros, fazendeiros, empreiteiras, mineradoras, papeleiras, traficantes e missionários, entre outros genocidas e etnocidas, como “acabou a Funai, podemos invadir”), jogando os recursos da Assistência e da Proteção aos Povos Indígenas no caixa do ISA – a quem representa - e das “ongs amigas” (parceiras), perseguindo e exonerando implacavelmente servidores probos (ao menos uma servidora foi assassinada por assédio moral e outro internado em psiquiatria “a bem do serviço público”, muitos veteranos, às vésperas da aposentadoria, foram obrigados a aceitar transferência para AGU e demais órgãos sem ligação alguma com indigenismo, fazendo com que os mais gabaritados quadros do serviço público capacitados a estabelecer uma ponte de diálogo entre o Estado e os mais diversos Povos Originários desse país-continente perdessem totalmente as suas atribuições legais – em um processo stalinista a serviço do Agronegócio e do Grande Capital Apátrida, bem ao gosto do partido do “guru de todos”, Paulo Maldos, que não somente aceita essas contradições naturalmente, como delas sobrevive), retirando direitos adquiridos de Povos Indígenas, promovendo uma “rediscussão” da legislação indigenista brasileira, tão somente para melhor criminalizar indígenas (fazendo à nível institucional o que faz no patamar rasteiro o seu capanga Rilder Ribeiro Maués, que passou a manhã do dia 10 de julho de 2010 ao lado do delegado da 5ª DP de Brasília, Laércio Rosseto, renomeado pelo Governador Agnelo [PT por fora, PcdoB por dentro], por serviços prestados contra indígenas e apoiadores no DF, incluindo a tortura de um jovem Tupinambá e a recusa de atendimento médico para militante gravemente enfermo e ilegalmente detido, titular da mesma unidade repressora, procurando meios e modos de criminalizar indígenas), estando o representante de Márcio Santilli COMPROMETIDO ATÉ A MEDULA com a construção da UHE Genocida Belo Monte, empurrada goela abaixo dos Povos Indígenas e ribeirinhos estarrecidos, sem respeitar as 66 condicionantes estabelecidas previamente pelo IBAMA e pela própria Funai e nem sequer consulta prévia às populações atingidas, como preconiza a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração Universal dos Povos Indígenas da ONU, entre outras resoluções (como pode ser constatado pela entrevista da liderança indígena Ozimar Juruna, da Aldeia Pakisamba, enviado por Sheyla Yakarepi Juruna, da Comunidade do Km 16, como se pode ver no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=dycQ49n9mGw ), dando anuência incondicional às obras (numa briga com servidores que já dura 4 anos, Meira assina pessoalmente o que é da competência de técnicos de licenciamento ambiental, tendo, assim que entrou, AFASTANDO SUMARIAMENTE todos os cinco técnicos, altamente experientes e preparados para tal, assim como toda a Coordenação Geral de Proteção Territorial, entre outras coordenações), acabando com a unidade da Funai em Altamira e coincidentemente instalando imediatamente um escritório do ISA no município, chantageando com processos administrativos lideranças indígenas, enviando representantes para coagir e constranger presidentes de associações de base, forjando uma proteção fictícia aos chamados Índios Isolados da TI Koatinemo, a ser atingida pela represa, orientando a senhora Vasco a ordenar que um servidor, entre outros tantos, RASGASSE um relatório de impacto socioambiental cuidadosamente elaborado sobre os danos da UHE Belo Monstro sobre determinada etnia, entre outros CRIMES ADMINISTRATIVOS E CRIMES CONTRA A HUMANIDADE, agora chegando ao ponto de, contrariando o parecer das duas técnicas em licenciamento por ele mesmo nomeadas, criar recentemente uma nova figura jurídica: a “licença específica", declarando “não haver óbice” para a construção.

Portanto, de olho nos recursos das compensações socioambientais (já garantidos por Márcio Meira de antemão), o Instituto Socioambiental participa ativamente do conluio bilionário e criminoso, que, entre outras vítimas, já derrubou Ministros de Estado e Presidentes da Funai e do IBAMA, além de um sem-número de servidores, tanto no Ministério do Meio Ambiente quanto na Funai, não tendo nenhum estofo moral para participar ou organizar de manifestação alguma que proteste contra Belo Monte. O último absurdo desse conluio genocida, além da licença específica, foi a licença parcial dada pelo presidente interino do IBAMA, Américo Tunes, igualmente ligado ao ISA, para “supressão de vegetação” imediata de Reserva Ambiental Permanente para instalação do canteiro de obras (na lei, o que existe é licença prévia, que é um primeiro sinal ao empreendedor, entendido como aprovação do Estudo de Impacto Ambiental – o que não é, de modo algum, uma autorização para empunhar a motosserra contra a floresta tropical ou contra bioma algum).

Sendo as ongs citadas, o ESTADO HOJE, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) já adiantou empréstimo à MORTE ENERGIA, gang formada com o objetivo de obter altas taxas de lucro, às custas de uma brutal exploração do povo brasileiro e da
apropriação dos bens naturais estratégicos, de mais de um bilhão de reais para o serviços sujos de desmatamento e eliminação da biodiversidade – em um lucrativo negócio que lhes renderá recursos e projetos até o dia que o Sol (Kwat) resolver não se levantar mais e a escuridão cegar os olhos dos pássaros (que, segundo um Pajé do Alto-Xingu, passarão a defecar sobre nossas cabeças – o que o Governo Federal Petista vem fazendo na prática).

A COIAB, cooptada pelo senhor Meira e o senhor Maldos, com assessoria de Sonia Boni Guajajara, na mesma reunião de 2007, financiada pelo próprio autocrata da República do Açaí Azedo (de onde Meira tira os seus recursos? Onde está a CGU?), apesar da luta pessoal de lideranças como Marcos Apurinã e Agnelo Xavante e de algumas organizações, todas traídas em conluio dentro da confederação, embora jogue para opinião pública uma posição contra as obras da Usina Genocida Belo Monstro, aprova por meio de seus representantes na CNPI, as construção dessa e de outras obras do PAC – pensando, obviamente, na remuneração presente, mas de olho nas compensações futuras que pensam serem eternas como o Sol (esquecendo-se, em primeiro lugar, que algumas hidrelétricas aqui no Brasil pagam compensações enquanto estão nos canteiros de obras, depois, simplesmente, se negam a tratar do assunto; em segundo lugar, que os indígenas não possuem um corpo jurídico como o do Instituto Socioambiental; e, em terceiro, como disse certa ocasião o venerável Takumã Kamayurá, Grande Pajé, que “o dinheiro acaba, o Rio é para sempre, não acaba”).

A verdadeira resistência a Belo Monte foi travada na “Guerra da Balsa”, no início de 2010, quando guerreiros Kayapó seqüestraram a balsa que atravessa o Rio Xingu, impedindo a distribuição da carne bovina na região (http://convert.neevia.com/docs/72111416-216c-454f-95be-e128c34f4a85/Comunicado%20Megaron.pdf), nas palavras nobres e duras do venerável Raoni Metuktire e das notáveis lideranças Juruna (Yudjá) e Arara; no sequestro de funcionários da Funai na Aldeia Pavuru em 2009; a resistência autêntica contra Belo Monte se manifestou nas batalhas do AIR para romper o cerco formado por Polícia Federal, ABIN e Ministério da Justiça para fazer ouvir, debaixo de um complô midiático (uma “estratégia de silenciamento” a serviço das grandes mineradoras e empreiteiras assessoradas por Funae e Ministério da Justiça), os 15 Pontos do Acampamento Indígena Revolucionário; a luta das 212 lideranças e das inúmeras aldeias, comunidades e etnias inteiras que se opõem frontalmente ao mega-empreendimento; a resistência autêntica contra Belo Monte, entre outras tantas protagonizada por indígenas, está presente na luta das lideranças e dos jovens do Alto, Baixo e Médio Xingu, no bom combate das lideranças autênticas e dos bravos jovens das etnias Kayapó Metuktire, Arara, Juruna, Xikrin, Araweté, Kisedjê, Ikpeng, Trumai, Assuarini, Kamayurá, Kayabi, Kuikuro, Kalapalo, Yawalapiti, Nahukwá, entre outras tantas, entre os 25 Povos atingidos direta e indiretamente e de indígenas de todo o Brasil que pensam nas próximas gerações e não aceitam nem acatam esse monstro de cimento e aço engolindo o que há de mais sagrado no planeta Terra - a sobrevivência dos Rios e das Matas e a Proteção Física e Espiritual dos Povos Indígenas.

A resistência autêntica contra Belo Monte não se encontra em Brasília hoje, encontram-se ali o CIMI e o ISA, jogando “para inglês ver” (norueguês, austríaco, francês e etc), que mobiliza como um grupo de idealistas, indígenas e não indígenas, atingidos por barragens ou não, que combatem valorosamente e com todo o coração o Holocausto Ambiental e Étnico representado pela jóia da coroa do PAC, para forjar a sua farsa.

É bom lembrar que o senhor Paulo Maldos (CIMI), apelidado Paulo Pinóquio, então “assessor pessoal do presidente Lula”, como gostava de se apresentar o atual assessor de Dilma, instrumentalizador profissional da miséria alheia, à época encarregado de neutralizar movimentos sociais dentro do Gabinete da Presidência da República, mentiu descarada e covardemente aos probos e abnegados representantes dos Povos do Xingu e do Brasil-Central em novembro de 2009 (como mentiu aos representantes e lideranças do Acampamento Indígena Revolucionário em diversas ocasiões), dizendo que encaminharia a carta encabeçada por 212 lideranças indígenas contra Belo Monte, denunciando a ausência de consulta e a falta de respeito às condicionantes às autoridades, entre elas, a então Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, falando que “nada seria enfiado goela abaixo” para acalmar os indígenas e colocá-los pacificamente de volta em um ônibus de volta às aldeias (o que faz que o setor de inteligência do Acampamento Indígena Revolucionário pensar que o senhor Paulo Maldos era sócio de agência de turismo). Menos de um mês depois seria publicado o decreto presidencial 7056, escrito possivelmente com colaboração do próprio (covarde) Maldos, neutralizando toda a rede de resistência autêntica contra a UHE Belo Monte (e jogando grupos desesperados nas mãos das ongs), fechando da Funai de Altamira, foco de Resistência Indígena Autônoma, formada por lideranças de raiz, exonerando servidores e sertanistas probos e experientes e deixando os indígenas do Xingu (Alto, Baixo e Médio), mais de 25 mil indivíduos de mais de duas dezenas de etnias originárias, expostos à sanha genocida dos Barões da Eletricidade à serviço do Programa de Aceleração do Capitalismo (PAC).

Maldos (PcdoB), “Guru dos Bispos do Brasil” e ex-assessor de Aparecida Almeida (PcdoB), amigo pessoal do "Exterminador do Futuro", Aldo Rebelo, partidarizou tanto as reuniões do Conselho Nacional de Política Indigenista, que (ver as atas) a secretária do CNPI (e assessora do ex-Ministro Paulo Barreto, Justiça), Terezinha Maglia, chegou a chamar a deputada Aparecida de "minha senadora" em meio à uma reunião do conselho e em pleno período eleitoral.

Ex-assessor do MST, a quem traiu, segundo testemunhas, Maldos desmontou inúmeras organizações indígenas até que encontrou abrigo seguro entre os Bispos, sendo nomeado assessor político do CIMI onde fez a cama para chegar ao Gabinete da Presidência da República. Trotskista que nunca apanhou ou foi preso, em nome do CIMI, no dia 22 de abril de 2000, incitou violentamente os militantes do Movimento Indígena, cerca de 3.600 índios das mais diversas etnias, e demais movimentos sociais (negros, quilombolas, mulheres, estudantes, sem-terra e etc), organizados no acampamento Quilombo, insuflando-os a marchar contra as autoridades constituídas (Fernando Henrique Cardoso, Antonio Carlos Magalhães e o então Presidente de Portugal) no evento Brasil 500 anos, sabendo de antemão que as Forças de Segurança não permitiriam e o sangue iria correr solto, com bomba, cassetete e gás (por sorte, ninguém morreu – mas um rapaz Terena ficou paraplégico). Conta-se também que na ocasião indígenas não cooptados foram espancados pelos Pataxó cooptados, a seu mando, mas isso não se pode provar.

Sempre na retaguarda, Maldos ficou monitorando a ação repressora na segurança de seu carro, onde, segundo confessa em e-mail tornado público, pegou a então senadora Marina Silva e sua assessora Áurea, “perdidas no meio da estrada” e levando-as para longe da pancadaria e do gás – “até local seguro” (enquanto indígenas eram massacrados pelas forças de ACM e as tropas de FHC, que contaram até com lanchas da Marinha para evitar que estudantes escapassem a nado), garantindo sempre que toda a ação fosse fotografada e registrada em vídeo. De posse das imagens da Violência de Estado, Maldos começou a bater forte - por meio do CIMI e da imprensa - no governo Fernando Henrique (que, não fosse pela gestão Mércio, fez mais pela questão indígena do que nas gestões petistas, veja o exemplo do Procambix, hoje sucateado por Márcio Meira), conseguindo um índice de 100% da população indígena a favor de Luís Inácio Lula da Silva, que se elegeu em 2003, garantindo a vaga do CIMI no Gabinete da Presidência da República (e, cinco anos após de intenso trabalho labial, garantiu a nomeação de uma “ong parceira” para a Presidência da Funai).

Como estar no poder não é garantia de paraíso, em fins de 2009, o Presidente da República, a pedido da Fundação Nacional do Empreendedor (FUNAE), publicou o decreto 7056, o que traria supostamente a paz – para os empreendedores - e a grana das compensações – para os vivaldinos. Mas os indígenas não aceitaram e, com diversas etnias organizadas, ocuparam a sede da Funai em Brasília por quase duas semanas para pedir o fim do decreto a queda do ditador Meira (não sabiam que o ditador nunca está só). Com a manifestação dissolvida por força militar (Bope, Força Nacional e Polícia Federal) e a sede agora ocupada militarmente pela Força Nacional, impedindo entrada de indígenas, os manifestantes rumaram para a Esplanada dos Ministérios, onde acamparam durante nove meses no que foi batizado como Acampamento Indígena Revolucionário, que em certa ocasião chegou a abrigar quase 30 etnias brasileiras – enfrentando bravamente cinco operações policiais e uma de intimidação defronte ao Palácio da Justiça. Com a aproximação do período eleitoral e a resistência dos militantes, Maldos foi escalado – junto com o diretor de assistência da FUNAE, Aluysio Guapindaia, para subornar indígenas, com propostas de “reposição de gastos” e oferecimento de “hotel e alimentação digna” no dia 14 de junho de 2010.


Na sua luta inescrupulosa para destruir o AIR, Paulo Maldus – que ligava para uma das lideranças desde a noite do dia 10 de junho - chegou a ponto de telefonar para indígenas
para colocar um contra o outro (o mesmo ardil utilizado desde o século XVI, por ocasião da Guerra dos Tamoios), indispondo etnia contra etnia, comunidade contra comunidade, vizinho contra vizinho, pai contra filho, irmão contra irmão. Tendo já jogado os irmãos indígenas contra os Leões (e depois jogado uns contra outros), Paulo Pinóquio não é o primeiro “Guru dos Bispos” a fazer jogo duplo a favor do genocídio, do etnocídio, do esbulho e da expropriação de terras e direitos. O “iluminado” Padre José de Anchieta, citado como herói humanista, depois de ter sua vida poupada em Iperoígue (hoje Ubatuba), pelos Tupinambá e de ter sido entregue são e salvo em São Vicente, junto com Nóbrega, segue para a Bahia no intuito de convencer o Governador Geral, Mem de Sá, a liquidar de vez com essa
“carniceira nação, cujas queixadas ainda estão cheias de carne dos portugueses” (Anchieta, Carta de São Vicente, 1565), palavras que ecoaram na ação de 20 de janeiro de 1567, quando a soldadesca lusitana e aliados nativos tiveram a ordem de “não tomar escravos” e, tão somente, reduzir “a raça maldita” às cinzas (Padre Anchieta ainda celebrou o massacre que culminou com crânios de milhares de “gentios”, homens, mulheres e crianças, enfiados em estacas no dia de São Sebastião (do Rio de Janeiro), no poema De Gestis Mendi Saa).

O sangue covardemente derramado dos Tupinambá e demais grupos organizados no Conselho dos Tamuya no chamado "Massacre de Uruçumirim" – “Cento e sessenta as aldeias incendiadas, mil casas arruinadas pela chama devastadora, assolados os campos, com suas riquezas, passado tudo ao fio da espada”- ainda escorre pelo esgoto fétido que deságua na Praia do Flamengo, assim como nos Rios Carioca e Maracanã, agora fios chorumosos de merda industrial e humana, trazendo a leptospirose e a Morte com as chuvas, contaminando a Guanabara e transformando-a numa triste e letal “boca banguela”, portando consigo uma CAROARA (“Maldição” ou “Feitiço”) lançada por nossos antepassados, fazendo com que nenhum governador do Rio de Janeiro, fosse da antigo Estado da Guanabara, seja do atual Estado do Rio, independente de competência e carisma político (como Leonel Brizola esbanjou), alcance a Presidência da República. E que os seus habitantes sejam amaldiçoados por uma leviandade festeira que os impede de alcançar a profundidade de espírito.

A Maldição lançada por Belo Monte (Kararaô), obra que - sem consulta anterior aos Povos Impactados - prevê a chegada de mais de 100 mil trabalhadores para um dos maiores Santuários Vivos do Planeta, movendo mais terra e areia do que a construção do Canal do Panamá e cerca de 60 Bilhões já estimados por fontes não oficiais, Caroara vinda da profundeza das Florestas Tropicais, do Majestoso Rio Xingu, que nasce no Morená, onde o Herói Mavutsinin criou o Homem e quase todas as coisas belas e feias que no mundo habitam, ecoará sobre o Brasil e os seus Governantes por gerações – impedindo o acesso à felicidade e à verdadeira grandeza.

Ainda há tempo.


Política Indigenista da Presidência da República para os Povos Originários Brasileiros

Read More