terça-feira, 16 de agosto de 2011

PRESIDENTE DA FUNAI É ACUSADO DE ROUBO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL


O Acampamento Indígena Revolucionário já acusava Márcio Meira de corrupção há mais de um ano. (Foto por Bruno Costa)

O atual Presidente da FUNAI, Márcio Meira, é indiciado pelo Ministério Público Federal do DF, por desvio de recursos e superfaturamento em 2005, época em que era secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura. Márcio Meira pode ter seus direitos políticos cassados, além de pagar multa de até 100 vezes o valor desviado. Veja a matéria do Correio Braziliense, abaixo, de 13 de agosto.


Justiça determina que a FUB devolva R$ 234 mil aos cofres públicos

Josie Jeronimo – Correio

Brasilense – Brasília-DF
Publicação: 13/08/2011

Cinco ex-servidores do Ministério da Cultura e da Fundação Universidade de Brasília (FUB) foram acusados pelo Ministério Público Federal do DF em ação que investiga desvio de recursos e superfaturamento em contrato firmado pelas entidades para realização do evento Ano do Brasil na França. A ação ajuizada pelo MPF-DF determina que os acusados devolvam montante de R$ 234 mil aos cofres públicos. O montante foi considerado um excedente de pagamento, pois refere-se à “taxa de administração” cobrada pela FUB para fazer “subcontratações” de entidades responsáveis por organizar eventos comemorativos. As supostas irregularidades ocorreram em 2005, quando Lauro Morhy era reitor da Universidade de Brasília (UnB).

O MP resumiu o esquema a uma “simulação de prestação de serviços”. Para não tocar o trabalho, o Ministério da Cultura fechou com uma instituição de ensino e pesquisa — a FUB — contrato de R$ 44 milhões para a organização das comemorações. Como a FUB não tem estrutura operacional voltada para as atividades, cinco empresas privadas foram subcontratadas pela fundação, que cobrava 5% de “taxa de administração”. Do montante de R$ 44 milhões reservados, R$ 27,4 milhões foram efetivados como despesas.

Os funcionários acusados são Créa Antônia Almeida de Faria, ex-auditora da Universidade de Brasília (UnB); Elaine Rodrigues Santos, ex-diretora de Gestão Interna do Ministério da Cultura; Lauro Morhy, ex-reitor da UnB; Márcio Augusto Freitas de Meira, ex-secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura; e Romilda Guimarães Macarini, ex-diretora do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe). Os acusados, entre eles a FUB, podem ter que pagar multa de até 100 vezes o valor desviado, ter os direitos políticos cassados e ficar proibidos de contratar ou receber recursos públicos por cinco anos.

Prejuízo
Os documentos da transação entre Ministério da Cultura, FUB e as empresas privadas projetavam montante de taxa de administração próximo de R$ 1,3 milhão, mas o MPF-DF chegou à conclusão de que o prejuízo efetivo aos cofres públicos foi de R$ 234 mil. A investigação também mostra que as cinco empresas privadas subcontratadas pela FUB não forneceram serviços considerados “de natureza singular”, para que o processo de licitação fosse dispensado. Em vez de contratos de natureza artística, as firmas prestaram serviço de logística e suporte, trabalhos técnicos com ampla concorrência no mercado.

A ação questiona o Ministério da Cultura por repassar a responsabilidade da contratação à FUB e pontua que se a pasta fizesse a escolha das firmas prestadoras de serviço o contrato teria pelo menos cotação de preços. “As condutas acima relatadas revelam de forma inconteste, senão a vontade dirigida dos réus, no exercício da função pública, lesionarem o erário, ao menos a negligencia no desempenho das suas atribuições”, afirma o procurador Paulo José Rocha Júnior. A UnB explicou que a atual gestão da universidade não recebeu os documentos relacionados à ação e que, depois de analisar o processo, pode ficar do lado do MPF-DF na ação de restituição dos recursos. O Correio procurou o Ministério da Cultura, mas não obteve resposta.


Troca cultural
O Ano da França no Brasil foi comemorado em 2005, como forma de as duas nações relembrarem os laços econômicos e culturais. Eventos artísticos foram realizados para celebrar a proximidade política entre Brasil e França. Rio de Janeiro e Ouro Preto foram as cidades que concentraram as festas brasileiras em homenagem à cultura e memória francesa. Na França, Paris recebeu shows e exposições, entre outras apresentações.

9 comentários:

Anônimo disse...

Márcio Meira é um ditador e um ladrão!!! Fora Márcio Meira é o que gritamos há mais de um ano e os governo não escuta! Meira é o ladrão que coloca a polícia pra bater nos índio.

Robson Tupinambá

17 de agosto de 2011 06:57
Anônimo disse...

Viva Korubo!

17 de agosto de 2011 08:50
Anônimo disse...

O Governo do GDF acaba de mandar derribar as casas e acampamento dos índígenas no setor noroeste.

17 de agosto de 2011 12:13
antoey disse...

márcio meira e governo, dilma não vai responsabilizar por um ladrão; vc. hoje existem aproximadamente, 240 povos indigenas distribuidos por todo o brasil, a maioria no norde e nordeste. antoey jocelio lider de artigulaçao do nordeste.

21 de agosto de 2011 09:30
Anônimo disse...

Não vai acontecer nada com márcio meira acampamento indígena revolucionário.


márcio meira é blindado e inatingível! Vocês perdem todas!

Assinado: Índio

30 de agosto de 2011 10:37
Anônimo disse...

comentario do dia 30 de agosto de 2011 10:37 assinado; indio. meu amigo reunião com adilma e articulação do pernambuco e parlamentares; foi boa.indio; antoey xukuru jocelio. indio tenha fé em tupan.

3 de setembro de 2011 14:43
Anônimo disse...

Esse índio é o energúmeno craveiros. Um imbecil.

10 de setembro de 2011 07:52
Anônimo disse...

indio quem vc pq vc ñ fala a já sei pq tem medo né krl!

26 de novembro de 2011 18:36
Anônimo disse...

Índio tem razão não é energumoque? nem imbecil. Nada aconteceu com o Cara Pálida Meira. Meira continua até sair os PaTifes e PPilanTTras que seguram barra de Meira. Meira Blindado forte. Vocês perdem sempre... mas continua batendo. Bater é bom. Índio também gosta bater

8 de março de 2012 12:07

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